Aeroporto de Rio Preto dá sinais de cansaço
O movimento no aeroporto de São José do Rio Preto aumentou mais de 50% no último ano. Mas a estrutura do local não acompanhou esse crescimento e a situação tem causado demora nos serviços e desconforto para os passageiros.
A movimentação no terminal é maior no início da noite, quando chegam quatro voos e partem mais dois. Um levantamento mostra que o fluxo de passageiros tem aumentado nos últimos anos – o que tem provocado transtornos a quem utiliza o serviço.
Quase 670 mil pessoas passaram pelo aeroporto da cidade em todo o ano passado, crescimento de 58% no movimento em relação à 2010. Para poder atender melhor esse público, que só aumenta, um projeto de reforma já esta em andamento.
De acordo com o Departamento Aeroviário do Estado De São Paulo, até o final do primeiro semestre, o terminal de passageiros deverá ser ampliado, o que vai duplicar a capacidade da área, que hoje é de pouco mais de 2 mil metros quadrados.
Além disso, visando a segurança dos poucos e decolagens, uma torre de controle será construída. Segundo o economista Walter Vieira, a tendência é de que o fluxo continue aumentando nos próximos anos. Com as medidas, o terminal poderá suportar o volume esperado de passageiros até 2017.
Mas problemas de infraestrutura não é a única reclamação que compreende o aeroporto. O local onde ele está instalado é rodeado por casas. O barulho dos voos assusta quem mora no local. O aposentado Neto Mantovan, que mora nas proximidades há mais de 50 anos, disse que a situação fez vizinhos decidirem se mudar. Já o engenheiro elétrico Alessandro Hegueduch trabalha na Vila Aeroporto e ainda não se acostumou com os pousos e decolagens de aviões todos os dias.
Para amenizar o problema, a prefeitura da cidade encomendou um estudo para escolher um local para a construção de um novo aeroporto. Cinco locais foram analisados e apenas dois, que ficam nas regiões norte e nordeste, foram consideradas ideais para a implantação do novo terminal. O levantamento já foi encaminhado para o Daesp e ainda não se sabe quando as obras deverão começar. (G1)






