Quase mil ocorrências com diarreia faz Olímpia chamar técnicos especializados
* Técnicos da Secretaria Estadual da Saúde vieram da capital para ajudar a identificar as causas do surto de diarréia que há mais de um mês atinge a cidade de Olímpia.
Eles vão trabalhar com as equipes locais e coletar amostras dos pacientes. Ainda não há uma data para o resultado dos exames. Até agora 990 pessoas tiveram sintomas de diarreia.
Segundo a secretária Silvia Storti foi registrado em janeiro deste ano um primeiro surto de doenças diarreicas que terminou em meados de março. Em agosto, um novo surto iniciou-se. “A nossa preocupação é detectar qual o agente causador e a sua origem, para que possamos combater de forma eficaz o problema”, disse Silvia. Até agora são mais de 900 casos.
A equipe do EPISUS está na cidade desde o dia 14 de setembro, e está trabalhando em conjunto com a equipe do município auxiliando a secretaria da Saúde na coleta de dados para diagnosticar o problema. “Os profissionais são qualificados e preparados para tal tarefa e sempre que um município tem algum surto, eles podem se valer desta equipe do Ministério da Saúde e da Secretaria de Estado da Saúde, para ajudar a identificar o que ocorre no município”, explicou a secretária da Saúde.
“O nosso foco maior é ampliar este universo e identificar o agente causador. Por isso que é importante centrar na coleta de mais amostras dos pacientes. Serão realizadas visitas domiciliares por agentes credenciados”, falou a secretária da Saúde
Saúde e Daemo
A secretaria da Saúde está realizando ações conjuntas com o DAEMO para que não ocorra um novo surto no município. Onde por parte do DAEMO há o esclarecimento referente ao funcionamento do sistema de água e esgoto de Olímpia.
Dentro do Programa Pró-água a secretaria da saúde monitora a qualidade da água do munícipio. São coletadas mensalmente seis amostras que são encaminhadas para o instituto Adolfo Lutz e todos os resultados mostram que a água de Olímpia é de qualidade e própria para o consumo humano.
EPISUS
O Programa de Treinamento em Epidemiologia Aplicada aos Serviços do SUS (EPISUS) foi criado pelo Ministério da Saúde (MS) e teve início no ano 2000. Este programa de treinamento é desenvolvido no âmbito da Secretaria de Vigilância em Saúde (SVS) /MS, em Brasília/DF, com colaboração dos Centers for Disease Control and Prevention (CDC), Atlanta, GA, Estados Unidos.
O EPISUS é amplamente reconhecido no Brasil e no mundo. No contexto internacional, os programas de epidemiologia de campo denominados Field Epidemiology Training Programs (FETP) estão implantados em cerca de 40 países de várias regiões do mundo e formam a rede internacional (TEPHINET- http://www.tephinet.org). O EPISUS representa o Brasil na rede internacional dos FETP. Desta forma, os bolsistas do EPISUS – o FETP do Brasil -, interagem com colegas do mundo inteiro, por exemplo, durante as conferências científicas regionais e internacionais realizadas anualmente.
(Texto original do Blog do Concon®)
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Assunto(s): Diarreia





Meu Deus do céu, com todo respeito, mas deve ter sido uma “caganeira” generalizada, brincadeiras à parte, problema seríssimo de saúde, mas a secretária já se pronunciou, e, logo, será resolvido, entretanto, precisa lavar bem as mãos antes de se alimentar, SEMPRE.
1 – Em casa só se consome água de garrafões vendidos no comércio local. Nos dias 9 e 10 p.p. por força de estar em local em que não haviam garrafões e devido ao forte calor, me servi várias vezes de água da rede pública. Pensei comigo: melhor caganeira do que desidratação…
2 – Dois dias depois, quase “virei do avesso”. E não fui ao Thermas, a restaurantes, não viajei e nem mantive contato com nenhum turista (quem sabe, não é?, pode ter alguém de fora trazendo o “barro” aqui pra nós…)
3 – A Secretaria de Saúde apregoa que a água servida na rede pública é testada continuamente, com resultados satisfatórios.
4 – Uma pessoa do mais alto escalão do Governo tem uma firma de comercialização de garrafões. Telefonei um dia destes para mesma e perguntei porque comprar água engarrafada se a Secretaria da Saúde e o Daemo nos disponibilizam com uma água tão boa? Me disseram que “pode ser, mas é sempre melhor comprar a água engarrafada”.
Afinal, a água da rede pública é boa ou não para consumo? Ou é necessário fervê-la, filtrá-la, criar uma rede própria de abastecimento que evite a pública, ou o que?
Eu nunca ouvi falar que água de torneira é boa para consumo, em lugar algum, nem aqui e nem em outra cidade… minha vida inteira sempre pegamos água em poço, como o do Bazar ou compramos galão de água. Eu acho que água da torneira é tratada mas não ao ponto de se consumir, posso estar falando besteira, mas aqui em casa consumimos água da torneira….
abraços
Murilo Esteves
Em tese, toda água distribuída na rede pública é própria para consumo. É que como existem “dúvidas” em relação à qualidade deste tratamento, acaba-se consumindo outro tipo (garrafão, poço etc). Mas o tratamento feito pelo Daemo e por qualquer outra (Sabesp, Semae etc) é para que a água seja potável.