Provedor rebate greve anunciada dos médicos: "Santa Casa não vai fechar e nem deixar de atender, inclusive os casos de urgência"
O provedor da Santa Casa de Misericórdia de Olímpia, empresário Marcelo Gallette, anunciou hoje que “o hospital continuará atendendo normalmente, inclusive os casos de urgência, porque, segundo do Conselho Regional de Medicina do Estado (CREMESP) eles não podem negar atendimento sob pena de seus diplomas serem cassados”, ao ser questionado sobre a greve anunciada de que os 32 médicos pretendem realizar a partir do dia 1°.
O Pronto-Socorro, porta de entrada da maioria dos casos que a Santa Casa acolhe, é terceirizado para a COMED Corpo Médico Ltda., de Sertãozinho (SP), portanto, em caso de movimento grevista, ele não será afetado, revela Gallette.
“Todos os que precisarem da Santa Casa, seja que dia for, podem ir tranquilamente que o hospital estará funcionando”, e assinalou que, quanto à greve anunciada, “eu, o Paulo Marcondes (secretário de governo) e o prefeito Geninho, estamos estudando uma solução para minimizar a questão o quanto antes”.
Segundo o provedor, o déficit do hospital é um dos menores das demais Santas Casas do Estado: atualmente está em R$ 150 mil, enquanto que a Santa Casa de Barretos gira em torno de R$ 600 mil, a de Mirassol fechou, a de Ribeirão Preto deve R$ 40 milhões. E elogia o trabalho do corpo clínico: “Quase que nem temos mais filas para cirurgias, felizmente o corpo clínico é de alta resolubilidade”.
“Tudo vai continuar funcionando normalmente, independente do que os médicos resolverem fazer: UTI, Pronto Socorro e demais atividades do hospital”, acrescenta o provedor.
O QUE ELES QUEREM
Segundo o provedor, a maior reclamação não são atrasados e sim o que foi acordado quando da intervenção do hospital, ou seja, que em dezembro passado fosse feito um reajuste para o plantão à distância, recebendo, pelo menos, 1/3 do que se paga para o plantonista do Pronto Socorro, ou seja, as 24 horas do plantão de porta, como é chamado, custa R$ 1,5 mil por 24 horas, daí o médico do plantão à distância quer receber 1/3, isto é, R$ 500, quando, atualmente, recebe R$ 260.
“A Santa Casa não está dando conta nem de pagar os R$ 260, quanto mais os R$ 500 pretendidos, fica meio complicado”, disse Marcelo Gallette, e revelou que “eu, o Paulinho (secretário de Governo) e o prefeito Geninho já nos reunimos ontem à noite e hoje cedo para que isso se resolva no prazo mínimo possível, sem prejudicar a cidade ou o hospital”.
O provedor viaja hoje à noite para a capital, onde irá se encontrar, na segunda-feira (28), com a Secretaria de Estado da Saúde “para vermos algumas possibilidades de solucionar o problema”. E, reclamou: “Desde que assumimos a Santa Casa, em julho, sem pedir verbas públicas, porque entramos no período eleitoral e, agora, deputados federais tomam posse em fevereiro, estaduais em 15 de março, e depois das eleições mudam os políticos, e tudo começa em 15 de março, o que é um absurdo”.
Assunto(s): Greve





Eu acho que se tratando de saúde não importa o quanto eles irão ganhar, se dizem ser médicos deveriam pelo menos pensar na vida do proximo, ja que estamos com tantos médicos na cidade, tenho certeza que se cada um fizesse um plantão por mês não iria mudar nada na situação financeira. Não estamos tratando de objetos materiais, e sim de pessoas…
O que precisa acontecer é o estado e o minitério disponibilizar mais recursos para as Santas Casas, que não estão mais suportando todo o fluxo, e parar de enviar recursos para os AMEs que só atendem casos sem complicações, procedimentos simples, que não querem tanto cuidado, e os piores casos, para quem sobra, para as Santas Casas.
Eu concordo plenamente com as opiniões acima …..
Parece que se esta complicando o simples …..
Desejamos que essa tempestade passe logo e que o sol volte a brilhar , pois SAUDE é coisa seria …