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Médicos fazem protesto em todo o País

Publicado em 24 de outubro de 2011 às 17h27
Atualizado em 24 de outubro de 2011 às 17h27

protesto.medicosMédicos da rede pública de Saúde marcaram manifestações em todo o Brasil. Alguns Estados vão paralisar os serviços. O movimento reivindica plano de carreira, plano salarial e infraestrutura para a categoria. Em Olímpia, talvez não haja repercussão, por não haver médicos de rede pública.

A previsão do Conselho Federal de Medicina e da Associação Médica Brasileira é que 97 mil médicos que trabalham no Sistema Único de Saúde (SUS) participarão do movimento.

No Estado de São Paulo as paralisações serão localizadas, os médicos dos Hospitais Emílio Ribas, do Servidor Estadual e do HC de Ribeirão Preto não farão atendimento eletivos no dia 25, data que a Associação Paulista de Medicina (APM) fará o anúncio do Movimento em Defesa do SUS.

Rio Preto fica fora da paralisação, mas ainda assim a categoria pretende ampliar o debate e participar dos encontros na Capital, de acordo com o presidente da Sociedade de Medicina, Helencar Ignácio. Entre a principal reivindicação está o plano de carreira. Ignácio explica que a médicos recém formados e especialistas com doutorados ganham o mesmo salário no SUS e não há planos de crescimento profissional.

“No judiciário todos vão crescendo e têm planos de aposentadoria. A medicina pública não garante isso aos profissionais. Além do que, algumas localidades premiam conforme o número de atendimentos, o que sobrecarrega o médico e não garante qualidade de atendimento”.

Principais reivindicações

As principais dificuldades relatadas pelos médicos e pacientes são a baixa remuneração e a defasagem da tabela SUS, além da falta de um plano de carreira e a falta de infraestrutura que resulta na situação caótica da urgência e emergência em nível nacional.

Os médicos que são servidores concursados pelas Secretarias de Saúde reclamam que os salários estão defasados e não correspondem à responsabilidade, à dedicação e aos preparos exigidos. Um levantamento informal feito pelas entidades médicas mostra, por exemplo, que a média do salário-base (sem gratificações ou outros tipos de adicionais) pago ao profissional, com contrato de 20 horas semanais, fica em 1.946,91. Os valores oscilam de 723,81 a 4.143,67.

Urgências garantidas

Nos Estados em que se optou pela paralisação, serão suspensos os atendimentos eletivos (consultas, exames, cirurgias e outros procedimentos). No entanto, ficará assegurado o trabalho nas unidades de urgência e emergência.

No início do mês, o Conselho Federal de Medicina determinou aos Conselhos Regionais (CRMs) o envio de correspondências aos gestores públicos (secretários de saúde e diretores técnicos e clínicos de estabelecimentos de saúde) com um alerta sobre o movimento iminente.

No documento, os responsáveis eram orientados a escalonar suas escalas e as marcações para evitar constrangimentos aos pacientes e seus familiares, bem como assegurar novas datas para os procedimentos desmarcados. (Agência Estado)

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2 comentários

  1. ana disse:

    Olha concordo que os médicos tem que ser bem remunerados,pois ele mexem com vidas mas tem que enfatizar tbém que na saúde não é só médicos, tem enfermeiros, fisioterapeutas, farmacêuticos, enfim é uma equipe, que muito mal remunerado exemplo o biomédico tem um poder muito grande através de seus resultados, aonde estes resultados facilita demais a vida do médico é super mal pago tem que se dar esse aumento mas para todos os profissionais da area da sauda

  2. Mário disse:

    Isso tá cheirando campanha para volta de CPMF.

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