Marcelo Gallette é eleito provedor da Santa Casa, inclusive com voto de Helena Pereira
* Foram 24 votos favoráveis e apenas um contrário à chapa única liderada pelo jovem empresário Marcelo Elias Najem Gallette para a Provedoria da Santa Casa de Misericórdia: o voto do irmão de Helena, Hélio, que quase não votou porque estava atrasado com sua contribuição.
Em segunda convocação, às 20h, foi realizada na noite desta quinta-feira (27), a eleição para a próxima diretoria e mesa administrativa da Santa Casa de Misericórdia de Olímpia. Não houve concorrentes.
A posse, que deveria ser imediata, segundo o estatuto, somente acontecerá após o término da intervenção, oficialmente 4 de junho, mas poderá haver fatos complicadores no caminho: o relatório final da consultoria e a palavra do promotor de Justiça Gilberto Ramos de Oliveira Júnior, que sugeriu a intervenção ao prefeito Geninho Zuliani (DEM) há quase três meses devido à greve dos plantonistas e problemas na UTI.
A chapa única venceu por apenas um voto contrário, dos associados com esse direito – foi o voto de Hélio de Sousa Pereira, irmão da ex-provedora Helena, destituída pela Junta Interventora Municipal, presidida pelo vice-prefeito Gustavo Pimenta.
O que causou surpresa foi o voto favorável à chapa única, já que, desde que foi destituída vem fazendo duras críticas ao comportamento municipal frente ao hospital.
“Não, não tem o que se surpreender, não poderia jamais votar algo contra a Santa Casa, que é a minha vida, todos nós dependemos dela, os meninos estão aí, imbuídos de boa vontade, por isso fiz questão de votar e mostrar, publicamente, o meu voto, senão o voto contrário iriam dizer que era o meu. Somente hoje eu vim conhecer o Marcelo, é gente boa, estou disposta a colaborar com eles, quero caminhar junto, vou ser fiscal, aliás, fiscal não, porque não vai ter nada de errado, vou estar junto com eles, tenho saudades da Santa Casa;quanto às minhas intervenções na assembléia, não vim para tumultuar, apenas quero as coisas certas, mas tudo acabou bem”, disse Helena.
No início, dava a impressão que a ex-provedora tentaria deslegitimar a assembléia, já que, desde que a eleição foi marcada e a chapa única conhecida, ela vem criticando, até publicamente numa emissora de rádio de um grupo político de oposição.
Ela criticou a ausência de vários diretores candidatos da chapa única, fez diversas observações e exigia que fossem todas colocadas em ata. “Se tem alunos da FAER aqui, do curso de enfermagem, eles tem de aprender que isso é cidadania, democracia, e que a ata reflete fielmente o que aconteceu”, justificou Helena.
OS DESAFIOS DO PROVEDOR
Em entrevista à imprensa, o provedor eleito disse que se interessou em colaborar com o hospital assim que fez parte da Junta Interventora e conheceu os problemas “mais a fundo” há quase três meses, já que, por sugestão do Ministério Público, a Junta teria de detectar os problemas e saná-los.
“A greve dos médicos foi resolvida, agora o grande desafio é a UTI, vamos ter de construí-la em outro local, o projeto anterior estava ótimo, mas a estrutura antiga do hospital não suporta, teremos de construir a UTI em outro local, já temos R$ 450 mil de verbas de deputados, falta R$ 150 mil, vou atrás, conto com o apoio de meu Rotary Clube, o Integração, só tomei a decisão depois de consultar o clube de serviço do qual faço parte”, disse Gallette.
Medindo as palavras em sua primeira entrevista coletiva à imprensa, o futuro provedor disse que “constatamos várias dificuldades na Santa Casa, vários pontos fortes, e outros fracos, acho que consegui compor um grupo para executar um bom trabalho em prol do hospital, são pessoas com alto grau de doação, já que o trabalho é voluntário, a cabeça da diretoria – provedor, secretário e tesoureiro – são jovens, com energia e disposição”.
O desafio, portanto, é a construção de uma nova UTI e elevá-la de categoria, deixando de dar déficit para, segundo ele, poder até “dar uma folga financeira, já que o plano de saúde Unimed também a utilizará”. Até agora, o futuro provedor tem, de emendas de deputados, R$ 450 mil. Faltam R$ 150 mil: “Vamos correr atrás”, repetiu.
Questionado se a intervenção cessará pontualmente no próximo dia 4, quando expiram os 90 dias determinados pelo promotor, Gallette foi incisivo: “Não sei responder. O promotor vai analisar o relatório da Junta, ele vai analisar se cessa ou não esse trabalho e dá posse aos eleitos”.
Assunto(s): Eleição, Santa Casa





Parabéns, Marcelo!!!
Torço muito por voces… sorte e bom trabalho!
Sobre a santa casam minha esposa trabalha lá e todos estão em festa com a saída da Helena. Não há como negar que ela fez um trabalho importante, mas ela subiu na cabeça.
A helena não tratava os funcionários com educação, era muito autoritária, arrogante e ninguem estava feliz la dentro.
Tinha pacientes que ia fazer uma reclamaçãozinha normal de demora e ela ao invés de ouvir para melhorar, preferia atacar o paciente, ameaçar processar, chamar polícia, enfim, muito complicado.
Agora é o Geninho transformar aquele hospital num dos melhores, pois tudo o que ele póe a mão fica chique.