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CREMESP intervém e pede mais 72 horas para que médicos não paralisem plantão à distância

Publicado em 18 de fevereiro de 2010 às 21h41
Atualizado em 19 de fevereiro de 2010 às 11h43

DSC02496 E o  mais importante que não havia ficado claro: “Urgência e Emergência não se paralisam em movimento nenhum de médico, em lugar nenhum. Urgência e emergência são critérios que, se não houver o atendimento naquele momento, o paciente terá danos maiores à sua saúde, seja com sequelas ou com morte

Essa definição, e garantia, foi dada pelo delegado-superintendente do Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (CREMESP) Carlos Marcelo Santiago, em entrevista ao Blog após reunião realizada das 17h às 20h30, na sala do promotor dos Direitos Constitucionais do Cidadão Gilberto Ramos de Oliveira, no Fórum da Comarca de Olímpia.

Foi a quarta reunião com a presença do promotor, e ainda haverá uma quinta e derradeira na segunda-feira (22), às 17h, também no Fórum.

Os 32 médicos pleiteiam receber honorários pelo plantão de disponibilidade, ou seja, à distância, aquele que o plantonista da Santa Casa, por não ter a especialidade que o caso requer, acaba convocando o médico especialista para resolver. Até então, apenas o plantonista recebe honorários, não o colega que o socorreu (e também socorreu o seu paciente). Desde 2006, o CREMESP regulamenta o pagamento de honorários pelo plantão à distância, fato que não acontece em Olímpia.

Com idas e vindas desde então, com ações na Justiça, os 32 médicos que fazem esse tipo de plantão havia decidido cruzar os braços a partir da zero hora desta sexta-feira (19), ou seja, a partir do primeiro minuto após à meia noite de hoje.

Ao Blog, Santiago disse que “houve consideráveis avanços quanto à questão financeira reivindicada pela classe médica, principalmente em relação às contrapartidas da Santa Casa e da Prefeitura e que precisam ser melhores amarrados neste final de semana para que uma nova reunião, segunda-feira, às 17h, possa se chegar à uma solução definitiva e sem traumas”.

Atendendo à solicitação do promotor, Santiago ligou para o médico Tássio de Carvalho, do Conselho de Ética da categoria para que, por sua vez, procurasse os 31 colegas manifestantes, que iriam paralisar o atendimento à distância nessa madrugada, para que aguardassem a reunião de segunda-feira. “Quem esperou três anos, mais três dias não fará nenhuma diferença”, disse Santiago. A resposta foi a de que Tássio iria procurar os colegas e haveria 99% de certeza de que atenderiam o apelo da Promotoria.

Aliás, o delegado do CREMESP cumprimentou a atuação do promotor Gilberto Ramos de Oliveira: “Nunca vi um promotor tão engajado, tão preocupado, com questões como esta, e da forma como vem trabalhando. Ele está de parabéns”.

URGÊNCIA E EMERGÊNCIA

Para quem procura o plantão da Santa Casa tudo é urgência e é emergencial. Afinal, qual o critério médico verdadeiro para estes casos? O delegado do CREMESP explicou ao Blog: “Uma unha encravada que está assim há três meses e nesta noite não para de doer, não é urgência e nem emergência; agora, uma mulher em trabalho de parto com criança que vá nascer nas próximas duas ou três horas, ou uma apendicite aguda que precisa operar, é urgência e emergência. Uma situação eletiva que não é emergencial, pode ser planejado o seu tratamento”.

Segundo Santiago, apenas 10% dos casos emergenciais, inclusive os de Pronto-Socorro (e destes, apenas 10% são casos de internações), são rotulados de urgência e emergência, e voltou a garantir: “Esse tipo de atendimento não será paralisado, e o médico que não socorrer ele deixa de ter o respaldo do CRM, do Sindicato dos Médicos e da Sociedade Brasileira de Medicina. A premissa fundamental é que a saúde da população, que passa por urgência e emergência, não deixará de ser atendida,nem em Olímpia,nem em qualquer outro lugar do mundo com movimento da categoria médica”.

Ouça a entrevista com o delegado do CREMESP na Rádio Blog:

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2 comentários

  1. Luiz Augusto da Silva disse:

    O remédio é esperar…

    Francamente, “estou tonto”. Indeciso para continuar opinando.

    Luiz Augusto

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