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Cresce o número de casos de AIDS em Olímpia e mais em homens, revela Saúde local

Publicado em 02 de dezembro de 2009 às 21h01
Atualizado em 02 de dezembro de 2009 às 21h49

Marli Beluci, das Ações em Saúde

Marli Beluci, das Ações em Saúde

Segundo dados do Programa Estadual de DST/Aids Olímpia teve seu primeiro caso de Aids em 1.987 e tem até o momento 109 casos notificados. Dos quais, 49 foram notificados no próprio município e 60 no Estado de São Paulo, informou Marli Beluci, responsável pelas Ações em Saúde de Olímpia. Atualmente, 48 vem sendo tratados pela Secretaria Municipal de Saúde.

“Apesar de estar estabilizada no Brasil, a AIDS está diminuindo nos grandes centros e está crescendo nas cidades do porte de Olímpia”, revela Marli.

Segundo ela, dos 109 casos notificados de Aids em adultos “temos 53 óbitos indicando o diagnóstico tardio da doença, onde a notificação já era do paciente doente e não do portador do HIV que tem a possibilidade de uma vida prolongada com o acompanhamento e tratamento disponível na rede pública”.

Marli explica que a Aids, em Olímpia, atinge mais homens do que mulheres, numa proporção de 2:1: “Temos 73 do sexo masculino (38 óbitos) e 36 do sexo feminino (15 óbitos) e as faixa etárias de 20 a 30 anos com 34 casos e de 30 a 40 anos com 33 casos”, informa a enfermeira.

Aids em criança, no município, apresenta três casos, desses 2 óbitos (ocorridos em 1.996 e 2.005).

“Hoje, em Olímpia, temos em nosso serviço de infectologia 48 pacientes de Aids residentes na cidade e na região sendo tratados, dos quais 32 são do sexo masculino e 16 são do sexo feminino. Temos também 20 soropositivos para HIV acompanhados, dos quais 7 são do sexo masculino e 13 são do sexo feminino, o que demonstra o maior acesso das mulheres ao diagnóstico precoce. No momento 57% dos pacientes atendidos no NAI são do sexo masculino e 43% do sexo feminino”, explica a responsável pelas Ações em Saúde.

O Núcleo de Atendimento a Infectologia (NAI) atende os portadores de HIV, de Aids e Hepatites Virais, e o serviço conta com médica infectologista, enfermeira, assistente social, psicóloga, fisioterapeuta, técnico em enfermagem e educador sanitário que realiza o atendimento assistencial e preventivo das DST/Aids no município com grupos vulneráveis.

Ao discorrer sobre o dia 1° de dezembro, ontem, Dia Mundial de Combate à AIDS, Marli esclarece que, “desde o dia 17 de novembro estamos realizando a Campanha Fique Sabendo”, e conforme este Blog já adiantou ontem, ela esclarece: “Esta Campanha tem por objetivo ampliar o acesso ao diagnóstico de HIV precoce no país diminuindo assim a mortalidade por Aids, todas as UBS estão disponibilizando o exame de HIV tradicional com resultados em no máximo 30 dias e já realizamos mais de 70 testes. No Centro de Saúde disponibilizamos além do teste tradicional o teste rápido, onde o resultado é entregue em 1 hora e realizamos 15 testes até o momento”.

A Campanha Fique Sabendo que terminaria em 3 de dezembro foi estendida até 15 de dezembro. “Procure a UBS mais próxima e faça o teste, um diagnóstico precoce fará toda a diferença. Lembramos também que os preservativos estão disponíveis em todas as UBS e a pessoa não precisa identificar-se para obtê-los e prevenir-se contra as DST/Aids”, conclui Marli Beluci.

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