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A Saúde ideal? Prefeito garante que fez em 10 meses o que, em oito anos, o governo ‘de branco’ não fez

Publicado em 09 de novembro de 2009 às 1h08
Atualizado em 25 de novembro de 2009 às 1h50

CRIEu sempre digo, repito e escrevo: há duas formas de enxergar o mundo, as situações, as pessoas e as intenções, através de um copo com líquido até a metade. O que você diria: está meio cheio ou meio vazio? O que seria melhor: que estivesse todo vazio ou todo cheio? Há os otimistas e os pessimistas. E, entre os dois, os aproveitadores, como os que exploraram, no final de semana, a sinceridade ‘tecnicamente correta’ da secretária municipal da Saúde Sílvia Forti, que afirmou, após demonstrar a evolução do cenário passado com o presente: “Falta muito para Saúde chegar ao ponto ideal”.

Eu assisti à audiência pública que Sílvia expôs o que vem fazendo nestes 11 meses de governo, no último dia 29, e, pasmem, ela é realmente técnica e, na minha opinião, um pouco ufanista, ao afirmar que um dia chegaremos ao ‘ponto ideal’. Quero saber em que cidade, Estado, País, Planeta, existe uma Saúde ideal.

Agora, que melhorou da água para o vinho, isso podem ter a certeza.

Exames de laboratório costumavam levar até 11 meses para serem liberados. Hoje, em menos de um mês. Uma consulta oftalmológica demorava oito meses para acontecer. Eu, pessoalmente, me consultei em 15 dias. Na gestão do prefeito médico, vice médico, secretário da Saúde médico, havia filas e filas nas UBS, Centro de Saúde… gente até que cobrava para pegar lugar. Semana passada, marquei a consulta ao meio dia e fui atendido logo na manhã do outro dia, e ainda marquei exames para dois dias depois. Na gestão ‘branca’, não havia atendimento domiciliar: hoje, o paciente que não pode se locomover, recebe curativos, oxigênio, fisioterapia e outros serviços essenciais.

Faltam remédios? Sim. Claro. Nem tudo é obrigação da prefeitura. Há cesta de remédios do Estado e também da União. Mesmo assim, segundo Sílvia, o município tem arcado com muitos medicamentos, inclusive caros e sob ordem judicial. Faltam médicos? Sim, mas não tanto. Quase 40 profissionais ingressaram no serviço público municipal, sem contar o aparelhamento que as UBSs receberam: todas tem autoclave, por exemplo. Todos os gabinetes odontológicos receberam instrumentação moderna, segura e mais confortável para quem ‘tem medo de dentista’, como eu. E as quatro Vans adquiridas na semana passada, todas com ar condicionado, para levarem pacientes em Rio Preto, São Paulo, Ribeirão?

Chega de escrever. Vamos ouvir o prefeito Geninho Zuliani numa entrevista exclusiva que fiz com ele acerca do assunto, respondendo o cerne da questão: existe a saúde ideal? Ouçam a resposta (e as revelações) dele:

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