MPF vai investigar cidades que receberam verbas do Ministério do Turismo, como Olímpia

Publicado em 06 de março de 2010 às 17h51
Atualizado em 12 de março de 2010 às 17h00

Diário da Região

O Ministério Público Federal (MPF) de Rio Preto vai deflagrar investigação em prefeituras da região que receberam verbas do Ministério do Turismo desde 2007. O procurador da República Álvaro Stipp afirmou ontem que o objetivo é verificar suposto desvio e superfaturamento na aplicação de verbas federais em festas de rodeios, eventos diversos, construção de pórticos nas entradas dos municípios e obras – como a construção de praças.

A investigação será feita com base em reportagem do Diário da Região, de Rio Preto, publicada em fevereiro, que revelou a destinação de R$ 56,9 milhões do Ministério do Turismo a 76 municípios da região nos últimos três anos. A maior parte das verbas é proveniente de emendas parlamentares. No caso de Olímpia, há R$ 928 mil de verbas recebidas.

Para festas de rodeio foram destinados R$ 16,4 milhões no noroeste paulista. Outros eventos festivos, como festas natalinas, consumiram mais R$ 14,3 milhões. Os portais construídos nas entradas dos municípios custaram R$ 1 milhão aos cofres públicos, o que totalizam mais de R$ 31 milhões.

Os procuradores vão decidir se a investigação vai priorizar convênios levando em consideração o tamanho da cidade ou o valor do repasse. “Tem cidades pequenas que não recebeu milhões, mas o tanto que recebeu é muito para se fazer qualquer festa. Se dividisse o dinheiro para a população seria melhor”, afirmou Stipp. “Particularmente, acho que é melhor (investigar) pelo tamanho da cidade, já que quanto maior o repasse mais fácil de desviar. Os valores repassados são grandes”, afirmou Stipp.

Ele já determinou a funcionários da Procuradoria da República o levantamento dos convênios liberados aos município junto ao site Portal da Transparência. Com os dados em mãos, o MPF vai verificar, por exemplo, empresas que receberam os repasses, se essas empresas foram criadas pouco antes de receber o dinheiro e as notas de empenho e notas fiscais.

Essa investigação preliminar terá duração de seis a nove meses. Após esse procedimento os procuradores vão decidir se arquivam ou se abrem inquéritos civis.

Assunto(s): ,

Leia também:

1 comentário

  1. Luiz Augusto da Silva disse:

    Desde que entendo-me “gente”; quando estudante, imaginava que a nossa Pátria, algum dia teria mais controle sobre as suas riquezas, influenciado pelas lições primárias que explicavam o extrativismo vegetal, o contrabando de pedras preciosas,a exagerada cobrança de impostos…

    O conteúdo desta matéria somado a outras medidas controladoras, convencem-me de que “aquele dia chegou”. As autoridades competentes, “apertam o cerco” para coibir ou pelo menos inibir condutas ilícitas, contra os nossos recursos naturais e ao uso abusivo do dinheiro público.

    Neste momento, tantas coisas invadem o meu pensamento, que obrigam-me a pedir desculpas se não me faço bem entender.

    Transcrevo um poema publicado no livro “O Arco-Íris das Poesias, de minha autoria, com intuito de dar maior clareza ao meu comentário. Leiam-o, por favor:

    Corrupção

    Golpes do mensalão
    Do cartão corporativo
    Golpes tão contundentes
    Deixam o povo oprimido.

    Esta dupla famosa
    Pratica a corrupção
    Desvia nossos recursos
    Empobrece a nação.

    Creio que tais notícias
    Chegam ao exterior
    Denigrem nosso país
    Derrubam o nosso valor.

    País com linda bandeira
    Seu lema: “Ordem e Progresso”
    Espero que algum dia
    Obtenha sucesso.

    ( Tema IV – Político Social – Página 43).

    Solicito aos prezados leitores, avaliarem o meu comentário, sem a isenção de críticas ou ratificações.

    Esperando a solidariedade ou não, antecipadamente agradeço.

    Respeitosos abraços e boa noite a todos.

    Luiz Augusto da Silva – poeta.

Faça um comentário