Olímpia é a quarta cidade da região em contaminação do solo, segundo Cetesb
* Atualmente, na cidade, duas empresas estão sendo monitoradas pela Cetesb quanto à contaminação de solo por combustíveis líquidos.
As áreas contaminadas na região cresceram 25,6% entre os anos de 2008 e 2009, de acordo com relatório divulgado pela Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) e publicado hoje pelo jornal rio-pretense Diário da Região.
Em novembro do ano passado foram encontradas 157 áreas com registro de contaminação, contra 125 no ano retrasado. Rio Preto lidera as ocorrências, com 39 locais, seguido de Catanduva, com 21 áreas. Em seguida, Barretos, com 12 e, finalmente, Olímpia, em quarto lugar, com oito áreas contaminadas.
Os postos de combustíveis são os principais poluidores, de acordo com o gerente da Cetesb em Rio Preto, José Benites de Oliveira. Em Olímpia, as oito áreas se repetem entre os anos de 2008 e 2009. No ano passado, nenhuma foi reabilitada e, atualmente, duas estão sob monitoramento.
“Eles representam cerca de 90% das ocorrências”, diz. As áreas contaminadas englobam solo superficial, subsolo e águas subterrâneas que foram expostas a combustíveis, solventes, metais e outros produtos químicos decorrentes do processo industrial, comercial ou acidentes, disse Benites ao Diário da Região.
Segundo Benites, o aumento das áreas se deve à intensificação de fiscalização da Cetesb para emitir a licença ambiental. “Empresas e postos precisam da licença para funcionar. Para obtê-la, eles precisam estar de acordo com a legislação ambiental.”
A licença também precisa ser renovada periodicamente. “Na renovação, todos os itens são observados novamente.” Tanques e tubulações antigas de combustíveis são os principais responsáveis pela contaminação, que geralmente se restringe à área do posto, comércio ou indústria. “Geralmente as áreas contaminadas são pequenas e superficiais, e não trazem grande risco”, diz.
Quando uma irregularidade é detectada, a Cetesb exige que ela seja sanada imediatamente. “O proprietário é notificado e tem até três anos para se adequar”, diz Benites. O longo prazo para adequação, segundo ele, justifica a não diminuição das áreas contaminadas de um ano para o outro. “Até o ano passado, eram cinco anos de prazo. A remediação às vezes é demorada.”
A Cetesb exige que o proprietário averbe em cartório a contaminação, para que ele seja impedido de vender ou fazer alterações no terreno. Caso ele não faça a correção do solo ou da água, ele pode ser multado ou ter a licença suspensa.
O presidente do Sindicato dos Postos de Rio Preto, Roberto Uehara, afirma que o setor está preocupado com as readequações, mas o investimento necessário para a obtenção da licença é muito alto. “O custo varia de R$ 250 mil a R$ 800 mil. Nem todos os proprietários têm esse dinheiro, e por isso fazem as reformas aos poucos”.
As principais alterações nos postos são a substituição dos tanques de combustíveis antigos por equipamentos modernos, que permitem o monitoramento de vazamentos em tempo real.
Assunto(s): Cetesb






Vivemos um momento, no qual o tema Controle Ambiental está na moda.
Mas será que todos estamos conscientes que devemos passar da teoria à responsabilidade da ação?
Analisemos esta matéria…Sim ou não?
Abraços “ecológicos”, dopoeta olimpiense,
Luiz Augusto da Silva.