“Herança Maldita”: Olímpia é acusada de poluir rios da Bacia Turvo/Grande

Publicado em 21 de novembro de 2009 às 15h08
Atualizado em 25 de novembro de 2009 às 0h47

Apesar dos progressos do prefeito Geninho Zuliani (DEM) na área do Meio Ambiente de janeiro para cá, principalmente na recuperação e preservação dos mananciais do Córrego Olhos D’Água, recente pesquisa da Secretaria de Estado do Meio Ambienta revela que os rios da Bacia do Turvo/Grande estão mais poluídos do que o famoso Tietê que corta a capital paulista, inclusive por culpa de Olímpia que não tratou o seu esgoto e ainda despeja boa parte dos dejetos nos rios da região.


Quer dizer: por culpa de gestores que, no passado, não pensaram que tratamento de esgoto, construção de aterro sanitário para controlar ambientalmente o lixo urbano e ações relacionadas à ecologia e meio ambiente, fossem importantes para o bem-estar coletivo de uma cidade.

Felizmente, Geninho Zuliani não pensa apenas nas necessárias obras imediatas, mas planeja o futuro com dezenas de leis e ações aprovadas e colocadas em prática desde assumiu o Palácio 9 de Julho este ano.

“Perdemos muito mais pela falta de visão do governo passados, que ficou oito anos, e não fez um centímetro de tratamento de esgoto e do lixo domiciliar, mas vamos recuperar para devolver à cidade a merecida qualidade de vida”, disse Geninho ao Blog.

A informação é de estudo inédito divulgado pela Secretaria de Estado do Meio Ambiente, que mediu a qualidade das águas das 22 bacias hidrográficas paulistas.

Enquanto a água da maioria dos rios paulistas é considerada boa (Índice de Qualidade das Águas entre 51 e 79), na região o IQA atinge 45 – o Tietê em São Paulo ficou em 46, ambos considerados regulares (índice entre 36 e 51). Mesmo assim, é o pior nível no Estado, e tem se agravado ao longo dos anos: em 1999, o índice do Turvo/Grande era de 58.

A má qualidade da água na bacia do Turvo/Grande, na qual estão as principais cidades da região, é consequência do baixo índice de tratamento de esgoto e da alta concentração urbana e industrial, as mesmas causas da poluição do Tietê no trecho urbano da Capital.

De acordo com a Cetesb, 50% do esgoto gerado na região é despejado in natura nos rios. “A grande maioria dos municípios da bacia já trata o esgoto. Mas as maiores cidades, Rio Preto, Catanduva, Votuporanga, Olímpia e Mirassol, ainda despejam quase todos os dejetos nos cursos d’água”, diz o gerente regional do órgão, José Benites de Oliveira.

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3 comentários

  1. LUIZ AUGUSTO DA SILVA disse:

    “Olímpia” era uma lagarta que habitava um casulo sem preocupar-se com a metamorfose.

    Hoje, abandonou seu esconderijo e alça voo rumo ao progresso.

    Agora, o remédio é esperar e continuar trabalhando com afinco, para recuperar o tempo perdido.

    Brevemente, nossa cidade alcançará posições relevantes.

    Claro que não sou vidente.

    Mas, os atos administrativos sim: são evidentes.

    Respeitosos abraços.

  2. LUIZ AUGUSTO DA SILVA disse:

    ERRATA: leia-se administrativos; não administratativos.

    Grato pela compreensão.

  3. Marcelo Henrique Cury disse:

    Se tivesse tido mais apoio, em 2005 tirávamos o animal do poder.

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