Lixo de Olímpia começa a ser coletado por empresa de Votuporanga
Termina amanhã, quarta-feira (11), o prazo para a Prefeitura de Olímpia desativar o lixão da cidade, conforme este blog já vem noticiando. A Companhia Ambiental de São Paulo (Cetesb) determinou o encerramento de utilização da área. Segundo o gerente da companhia em Barretos, Davi Faleiros, o local não reúne condições ambientalmente aceitáveis para o depósito de resíduos sólidos.
“O problema se arrasta há muito tempo. No caso de eles não pararem com as atividades, teremos que entrar com ação administrativa, provavelmente multa, contra a Prefeitura.” O prefeito de Olímpia, Eugênio José Zuliani (DEM), o Geninho, disse que a Prefeitura realizou contrato emergencial ontem. A empresa que apresentou o menor orçamento foi a Multiambiental Coletas e Transportes Ltda, Votuporanga (SP), e não de Bonsucesso, Rio de Janeiro (RJ), conforme foi noticiado pelo ‘Diário da Região’ na edição de hoje, matéria, aliás, que reproduzimos, com foto de Jonas Olmos, da Olimpiaweb.
A vencedora firmou contrato ontem mesmo e irá cobrar R$ 159 por tonelada, ficando responsável pela coleta, transbordo, transporte e destino final do lixo. Os trabalhos começam amanhã. “Nós temos um pregão em andamento, que foi suspenso após impugnação da Constroeste. Estamos com recurso no Tribunal de Contas e aguardamos por um resultado que nos favoreça.”
Segundo Geninho, são recolhidas, aproximadamente, 30 toneladas de lixo por dia em Olímpia. O contrato emergencial com a Multiambiental é válido por seis meses e pode ser rescindido a qualquer momento. “Espero que saia logo o recurso para que possamos continuar com o pregão”, afirmou o prefeito.
TAC
O lixão de Olímpia existe há 30 anos. Há sete que o problema, segundo Geninho, vem se arrastando. Em outubro de 2002, o ex-prefeito da cidade, Luiz Fernando Carneiro, assinou um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) com o Ministério Público e não o cumpriu. Novamente em maio de 2004, Carneiro assinou um novo documento, se comprometendo a resolver o problema de coleta de lixo em Olímpia e, mais uma vez, descumpriu o TAC.
Em abril deste ano, Geninho foi avisado de que o lixão teria de ser desativado. “Não estou reclamando. Quando fui eleito sabia disso e também sabia que teria de encontrar uma solução.”
O gerente Faleiros disse que o lixão tem disposição inadequada, estrutura comprometida e capacidade de recebimento esgotada. “Será feita uma avaliação do solo e da água subterrânea para saber se a área foi contaminada. Esse processo é bastante demorado.”
Após analisada, a área passará por um processo de encerramento, ou seja, o lixo será coberto para que a água da chuva pare de entrar no local. A cobertura será feita através da impermeabilização do solo, com manta ou terra apropriada.
Lixo hospitalar
Três sacos com lixo hospitalar foram econtrados ontem em terreno baldio no Alto Rio Preto, zona oeste de Rio Preto. Dentro deles havia seringas, luvas, frascos de soro, copos descartáveis e uma embalagem do medicamento Mepiadre, específico para uso odontológico. A Secretaria do Meio Ambiente e Urbanismo, responsável por gerenciar a coleta de resíduos, foi acionada por moradores. A pasta, por sua vez, acionou a empresa terceirizada Esterelix, que recolheu os materiais.
Segundo a assessoria de comunicação da Prefeitura, a empresa deve analisar o lixo para tentar identificar a procedência. Se o responsável for identificado, ele poderá ser multado entre R$ 158 e R$ 158 mil pela Vigilância Sanitária. (Diário da Região, hoje)
Assunto(s): Aterro, Cetesb, Emergência, Lixo






