Fim das sacolinhas: modelo de Jundiaí poderá acelerar a lei que já existe em Olímpia
Em Olímpia, a lei que proíbe o uso de sacolas plásticas no comércio, em especial nos supermercados, poderia estar valendo, mas o Condema (Conselho de Desenvolvimento do Meio Ambiente), a ACIO (Associação Comercial e Industrial) e o Rotary Club Integração (que iniciou a campanha há cerca de dois anos), decidiram ouvir a palavra de um especialista que, em sua cidade, Jundiaí (SP), a sacolinha plástica não é realidade nos supermercados
há um ano e, em breve, será abolida de farmácias, feiras livres e demais casas comerciais.
Esteve presente para apresentar o ‘modelo de Jundiaí’ o diretor do Procon daquela cidade, Antonio Giaretta, ontem à noite, na sede da ACIO. Participaram do evento representantes de supermercados, comércio, parceiros do projeto e secretários de Governo Paulo Marcondes e da Educação Eliana Bertoncelo Monteiro, além do líder de governo, representando o legislativo, vereador Luiz Salata (PP). Em Jundiaí, as sacolas plásticas recicláveis custam 19 centavos a unidade, “e ninguém reclama”, disse Giaretta.
Giaretta lembrou, no encontro, que o principal responsável pelo sucesso do programa foi a aceitação por parte da população. “Sem a participação do jundiaiense este programa não teria atingido seu objetivo. A população soube avaliar a importância de se preservar o meio ambiente e Jundiaí acaba se transformando em exemplo a todo o país.”
Giaretta afirma que em um ano de implantação da medida, nenhum jundiaiense foi ao Procon reclamar de preço das sacolas biodegradáveis e nem de não haver sacolas plásticas.
“Isso mostra a consciência ambiental da cidade”, afirmou ele. Para ele, as duas exigências do Procon, antes de implantação da medida, foram fundamentais para a aceitação da mesma. “Exigimos dos supermercadistas que, durante 90 dias, deveria haver campanha exaustiva em toda mídia e nas lojas para que a população soubesse o que iria acontecer. A segunda era dar opção ao consumidor que não quisesse comprar as sacolas biodegradáveis e fosse ao mercado para comprar dois ou três itens. E aqui, a sugestão foi que os supermercados disponibilizassem caixas de papelão aos consumidores.” Ele lembra ainda que os supermercados só não cobravam as antigas sacolas plásticas, porque o preço das mesmas era muito pequeno. “Custavam R$ 0,03 e isso acabava sendo repassado aos produtos, mas se eles quisessem cobrar por isso, poderiam fazer”, completa.
Giaretta lembrou ainda que o meio ambiente agradece os resultados conquistados em Jundiaí, pois as sacolas plásticas demoram de 100 a 300 anos para se decompor, enquanto as sacolas biodegradáveis demoram cerca de seis meses e acabam se transformando em adubo.
Desde a data de implantação da medida, 30 de agosto de 2010, até agora, o meio ambiente jundiaiense ficou livre de 720 toneladas de sacolas plásticas oriundas do petróleo, ou seja, 80 toneladas/mês e das 22 milhões de sacolas que eram distribuídas pelos supermercados antes do projeto, aproximadamente 1 milhão de sacolas biodegradáveis que não atacam a natureza são comercializadas, o que representa menos que 5% do volume que era utilizado anteriormente.
Após muitas explanações e questionamentos, ficou decidido que a ACIO, através do presidente Flávio Vedovato, buscará para uma nova palestra um representante da APAS (Associação Paulista de Supermercados), já que o sucesso de Jundiaí se deveu à essa valiosa parceria, inclusive ajudando os estabelecimentos menores.
E, por sua vez, tanto o governo municipal, quanto o Condema, com o projeto detalhado trazido por Giaretta, do ‘modelo de Jundiaí’, buscarão o mesmo caminho para o sucesso: o apoio da sociedade, ao contrário de Barretos, onde a lei existe desde abril passado, mas, sem o trabalho de conscientização popular, não é obedecida e as sacolas plásticas, de petróleo, continuam poluindo aquela cidade e o meio ambiente do Planeta.
Giaretta lembrou que o governador Geraldo Alckmin (PSDB) lançará, no dia 25 de janeiro, um pacto estadual pelo fim do uso de sacolas plásticas de petróleo no comercio do Estado paulista. Enquanto isso, o prefeito Gilberto Kassab (PSD) decretará, também em janeiro de 2.012, talvez no mesmo dia do anúncio de Alckmin, lei proibindo as sacolinhas no comércio paulistano.
Hoje, quarta-feira (28), Giaretta está relatando o sucesso de sua cidade para deputados e senadores, no Congresso Nacional. E, assim, Giaretta – que já está ficando conhecido como ‘o vilão das sacolinhas’ – vai ensinando a receita de como o meio ambiente pode se livrar desse verdadeiro lixo.
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FUI, E AGORA VOU ADERIR A CAMPANHA, PARA SER UM MODELO DE CIDADE COMO JUNDIAI.
SE CADA UM FAZER SUA PARTE VAMOS CONSTRUIR UMA OLIMPIA MELHOR.
Um ABSORVENTE contamina o meio ambiente(lixão) com vezes mais que uma sacolinha.É so passar a usar toalhinhas como a minha avó usava que ajuda pra caramba o meio ambiente.
Otima iniciativa aos integrantes do grupo, é assim que se faz com parcerias bem feitas…., a populaçao agradece e irá participar tenho certeza !
parabens a todos!!!!!!!!!!!!
Onde podemos DENUNCIAR O PROCON por não estar defendendo os direitos do consumidor corretamente, o fim das sacolinhas é uma questão ambiental o Procon tem que defender a o consumidor sobre a questão economica a população a pagar R$ 0,19 por sacolinha para resolver o problema dos lixões é no minimo uma piada. A APAS(Carrefour, Extra, Wall-Mart e outros) estão mais preocupados com os lucros do que com o meio ambiente, com certeza a ajuda do Procon está dando dinheiro para alguém(s) desta honrada entidade defensora dos Supermecados ooopppsss digo do consumidor,rsrsrsrs
Sou de Olímpia e moro em Jundiaí e convivo com isso todo dia! Toda mudança gera impacto na vida das pessoas, além de resistência dos acostumados, mas essa mudança com certeza vem para melhor nossa qualidade de vida. Vejo idosos, jovens, todos levando suas sacolas de pano, carrinhos de mão para levar as compras pra casa. Você se sentirá melhor e contribuirá para o bem de todos e das futuras gerações. Ação mais do que apoiada!