‘BOMBA SUJA’: CETESB PROÍBE OLÍMPIA DE USAR O ‘LIXÃO’ A PARTIR DE QUARTA

Publicado em 05 de novembro de 2009 às 23h32
Atualizado em 25 de novembro de 2009 às 2h03

Não houve acordo: a Cetesb deu o prazo fatal de quarta-feira , dia 11, para que a Prefeitura de Olímpia não jogue mais lixo no atual aterro sanitário, conhecido como ‘lixão’, porque ele se encontra esgotado e oferece riscos ao meio ambiente e à saúde pública.

O prefeito Geninho Zuliani (DEM) tentou, de todas as formas, contornar a situação, pediu mais prazo após a concorrência da terceirização do lixo ser cancelada uma dia antes de sua realização pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE), com interposição de recurso de uma das 20 participantes, a Constroeste Construtora e Participações Ltda.

Além disso, o terreno para a construção do futuro aterro deverá ser pago até o final do ano (pertencente à família Buzzatto), e a obra de um novo aterro custará R$ 4 milhões. Mesmo assim, o futuro aterro ainda levaria alguns meses para ficar pronto e devidamente licenciado.

“A partir de quarta-feira não vamos poder jogar mais nenhum lixo naquele local sob pena de multa”, disse o prefeito, em entrevista exclusiva para o jornal Gazeta Regional (agradeço a jornalista Andressa Maieiros pelo fornecimento do material a tempo de publicar em conjunto com o seu jornal nesta sexta-feira). O valor da multa ainda não é conhecido, mas sabe-se que ela será aplicada diariamente.

DESCASO DE CARNEIRO

Há sete anos, exatamente em 24 de outubro de 2.002, o então prefeito Luiz Fernando Carneiro (PMDB) assinou um Termo de Ajuste de Conduta (TAC) no Ministério Público de Olímpia se comprometendo a tratar o lixo e, consequentemente, destinar um local mais apropriado. Não cumpriu.

Dois anos depois, em 25 de maio de 2.004, Carneiro voltou diante do mesmo promotor Luiz Carlos Ormeleze, para um novo TAC do lixo. Não cumpriu novamente.

O prefeito Geninho ainda está tentando achar uma melhor forma para evitar a multa diária e, ao mesmo tempo, cumprir a determinação de tratar o lixo dentro de parâmetros legais e da saúde pública.

“Ainda não tenho respostas. Até terça-feira, um dia antes do prazo, espero ter uma solução, venha de onde vier, mas que seja para resolver de vez e não empurrando com a barriga, como o prefeito anterior fez, a bomba relógio que eu já antevia durante a campanha, ou seja, o tratamento do lixo de Olímpia com respeito ao meio ambiente, às pessoas e à lei”, concluiu Geninho.

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1 comentário

  1. LUIZ AUGUSTO DA SILVA disse:

    Estou convícto de que o prefeito atual desativará este

    artefato (bomba relógio) em tempo hábil, evitando que

    seu seus fragmentos atinjam, perniciosamente, a saúde

    pública e ao meio ambiente.

    REFLEXÃO:

    O homem público na qualidade de homem público não tem

    individualidade, é um órgão social.

    Se a função que lhe corresponde saiu imperfeita, é que

    ele como órgão é defeituoso; e cada cidadão está no

    direito de apontar-lhe o defeito, o vício e de citar-

    lhe o nome. (JÚLIO RIBEIRO, filólogo)

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