Investigação do Ministério Público contra delegado Mário Renato repercute na região

Publicado em 18 de junho de 2011 às 14h50
Atualizado em 18 de junho de 2011 às 15h42

Depois da notícia divulgada na TV Tem, anteontem, quinta (16), hoje foi a vez do Diário da Região, também de Rio Preto, publicar a informação de que o Ministério Público de Olímpia abriu Ação Civil Pública contra o delegado de Polícia Civil Mário Renato Depieri Micheli por improbidade administrativa. A ilustração abaixo também é do jornal.

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“O Ministério Público de Olímpia entrou com ação civil pública contra o delegado Mário Renato Depieri Michelli por improbidade administrativa, na qual pede que ele seja demitido e pague multa de até 100 vezes o valor de seu salário. Entre as acusações, o delegado teria deixado de lavrar intencionalmente pelo menos três flagrantes de tráfico de drogas, com o objetivo de desmerecer a atividade da Polícia Militar”, informa o jornal rio-pretense.

A Ação narra que Depieri Michelli teria liberado ao menos cinco pessoas presas pela PM depois de flagradas em situação típica de tráfico de entorpecentes, todas posteriormente condenadas pela Justiça. Em outro caso, o delegado teria mandado policiais militares devolverem diversos aparelhos eletrônicos apreendidos ao advogado de supostos traficantes.

A ação do MP corre na 1ª Vara de Olímpia e enumera no total 11 fatos contra o delegado. Depieri Michelli também foi alvo de investigação pela Corregedoria da Polícia Civil e responde a dois processos criminais por prevaricação (quando um funcionário público deixa de cumprir a função para a qual é determinado). Ambos correm no Juizado Especial Criminal de Olímpia.

O primeiro caso narrado pelo MP e que deu origem às investigações é de 2 de janeiro de 2009, quando Antônio Alves de Souza, conhecido como Toninho Jiló, foi preso após denúncia por policiais civis e militares com 28 pedras de crack e R$ 376 e apetrechos como antena de carro e balança eletrônica de bolso. Conduzido à delegacia, Souza foi liberado pelo delegado. Outra liberação é referente a 20 de janeiro de 2009, envolvendo Elias da Silva Neves, Jair Narciso e Mirela dos Santos, presos pela Polícia Militar com 48 pedras de crack e R$ 142, e, na sequência, ouvidos e liberados pelo delegado.

Michelli foi transferido em abril para Barretos, onde atua como delegado assistente no 1º Distrito Policial. O Diário ligou durante a tarde na delegacia, mas ele não foi encontrado, e não retornou a ligação. O delegado seccional de Barretos, João Osinski Júnior, também não foi encontrado para comentar o caso.

A Corregedoria da Polícia Civil em Ribeirão Preto, que investigou o delegado, informou que o caso já está com a Corregedoria-Geral. Procurada, a Secretaria de Segurança Pública não informou se o caso já teve um desfecho. (Graziela Delalibera, Diário da Região)

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