Herança Maldita: em 2005, merenda não tinha higiene e as sobras eram reaproveitadas

Publicado em 17 de janeiro de 2010 às 19h37
Atualizado em 17 de janeiro de 2010 às 19h37

A Controladoria Geral da União (CGU) constatou irregularidades na aplicação de R$ 8,7 milhões repassados pelo governo federal a 19 municípios da região, incluindo Olímpia no ano de 2005, portanto se constitui mais uma ‘herança maldita’ para o atual prefeito Geninho Zuliani (DEM). As fraudes nesses 19 municípios vão do superfaturamento de até 370% na compra de medicamentos ao conluio entre empresas em licitações de obras, passando por beneficiários fantasmas e pagamentos em duplicidade no Bolsa Família.



Dos 19 municípios fiscalizados na região, sete não tinham nenhum controle sobre a entrada e saída de produtos adquiridos para a merenda escolar, o que dá margem a desvios de mercadoria.

Além disso, em Olímpia foi constatada falta de higiene e reaproveitamento de sobras na produção dos alimentos. “Os prefeitos do interior pensam que ninguém olha para eles, por isso relaxam o zelo com a coisa pública”, diz o coordenador de projetos da Transparência Brasil, Fabiano Angélico.

A CGU apontou que, em 2005, foram aplicados em Olímpia R$ 1.485.569,00 irregularmente em duas áreas, Educação e Obras. Na Educação, no setor alimentação: licitação sem três propostas válidas; falta de controle e saída de mercadorias; reaproveitamento de sobras em algumas escolas; falta de higiene no preparo dos alimentos; e, pagamento de duas vezes pelo mesmo produto.

Em Obras, as irregularidades foram na Canalização do Córrego Olhos D’Água: desvio de finalidade em contrato.

Em nota anexada ao relatório da Controladoria, a Prefeitura de Olímpia, então sob o comando do então prefeito Luiz Fernando Carneiro (PMDB), negou a falta de higiene no preparo da merenda escolar. “Durante o governo anterior, e no atual (2005-2008), a merenda escolar foi regularmente oferecida, e com a devida qualidade”, informou o documento.

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1 comentário

  1. Luiz Augusto da Silva disse:

    Pela falta de respeito estampada nesta matéria, não pela composição da mesma, mas pela …(Sei lá! Chega dá um nó na garganta).

    Sabem de uma coisa? Sem comentários.

    Abraços.

    Luiz Augusto da Silva – poeta

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