Olímpia e Sud Menucci, as únicas cidades ‘digitais’ da região, segundo Índice Brasil
Dois municípios do Noroeste paulista, Sud Menucci e Olímpia, estão entre as 75 cidades incluídas no Índice Brasil de Cidades Digitais, trabalho realizado pela Momento Editorial em parceria com a fundação CPqD, com o objetivo de identificar as localidades brasileiras com maior acesso à tecnologia da informação.
Sud Menucci está na 21ª colocação e Olímpia na 24ª, ambas no nível Telecentro.
A pesquisadora Graziela Bonadia, do CPqD, explica que foi criada uma metodologia que considera uma série de critérios, divididos em nove categorias, relacionados não só à infraestrutura tecnológica (presença de equipamentos primários, banda, cobertura geográfica, etc), mas também à disponibilidade de serviços digitais e até de recursos de acessibilidade, por exemplo, para pessoas com deficiências físicas ou analfabetas. “Com base nessas categorias, espera-se que a cidade observe em que nível está, onde e como pode investir para melhorar e chegar a um nível mais alto de cidade digital.”
De acordo com a CPqD, a partir desses critérios, foi gerado um questionário com 15 perguntas, que foram respondidas por mais de cem municípios, de todas as regiões do Brasil. O que pode explicar a ausência de Rio Preto do ranking é o fato de a cidade não ter respondido a pesquisa.
Do total de questionários respondidos, 75 foram validados pela equipe da Momento Editorial e do CPqD, após checagem dos dados e seu cruzamento com informações da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) e do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A metodologia também estabelece um sistema de pontuação para cada categoria de critério. São seis níveis, em ordem crescente de graduação: acesso básico, telecentro, serviços eletrônicos, pré-integrado, integrado e pleno.
Sud Menucci e Olímpia ocupam a categoria Telecentro, o nível dois, considerado baixo entre os seis da pesquisa. Segundo Graziela, significa que nesses municípios o acesso à internet é limitado, não há cobertura total nos centros de acesso público (não apenas serviços de governo, mas também lan houses), a velocidade de acesso domiciliar é limitada, entre outros. “De uma maneira geral, a pontuação é boa, já que a maior parte dos municípios brasileiros não consegue pontuar no primeiro nível porque não tem os equipamentos primários, como informatização da prefeitura, das secretarias e das escolas”, afirmou.
Ainda que seja um desempenho positivo, Graziela ressalta que o caminho para a consolidação dessa situação de cidade digital ainda é longo, como aumentar o acesso à internet, ter softwares com linguagem acessível a quem tem mais dificuldade.
Olímpia obteve uma baixa pontuação na categoria acessibilidade, ou seja, softwares e hardwares em telecentros e lan houses que permitem acesso de pessoas com necessidades especiais. Sud Menucci aparece bem nos dois quesitos, mas tem baixa pontuação em velocidade de acesso e acesso individual (domiciliar). Os municípios mais avançados em digitalização ocupam as quatro primeiras posições do ranking: Belo Horizonte (MG), Curitiba (PR), Porto Alegre (RS) e Vitória (ES). (Diarioweb)
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