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Piracema começa na segunda e Ambiental mostra as proibições e permissões em vídeos

Publicado em 30 de outubro de 2010 às 15h01
Atualizado em 30 de outubro de 2010 às 15h01

A partir da próxima segunda-feira, todo tipo de pesca estará restringida na bacia hidrográfica do rio Paraná por causa da piracema. O objetivo é impedir que a pesca predatória provoque um desequilíbrio ambiental.

O 1ª Cia do 4º Batalhão de Polícia Ambiental da região de Rio Preto, através do cabo Ferro, explica o que é permitido e quais são as restrições neste período.

A região compreendida também por Olímpia, que é conhecida como região dos ‘Grandes Lagos’, será bastante afetada pela piracema.

Nesta época, a Polícia Ambiental de Rio Preto intensifica a fiscalização nos rios da região, já que a migração é feita em cardume, o que facilita a captura dos peixes.

 

Todo material apreendido é levado para um depósito da polícia. De 1° de novembro de 2009 a 23 de fevereiro de 2010, período da última piracema, a Polícia Ambiental da região registrou 156 autos de infração e apreendeu 502 redes, totalizando 12.440 metros, 712 quilos de peixes, sendo que 555,1 quilos foram doados, 17 embarcações e 7 motores de popa, além de diversos outros materiais.

 

Segundo o presidente da Colônia de Pescadores dos Grandes Lagos, Alexandre Roberto Ferreira, que há 10 anos é pescador profissional, neste período está proibida a pesca das espécies, independentemente do tamanho: dourado, pacu, campinheiro, jaú, jurupoca, mandi, cacu, pacu-caranha, pacu prata, curimbatá, pintado, piracanjuba, pirapitanga, surubim, tabara-a e trairão.

Mas existem muitos outros exemplares que podem ser pescados. É possível se divertir, desde que se cumpra as determinações, informa o policial cabo Ferro.

 

A pescadora profissional Aparecida de Sá, 53 anos, tira do rio Grande o sustento da família. Mas quando chega a piracema, a situação fica mais difícil.

Ela admite que não gosta da lei, mas entende a importância da restrição para o bem do meio ambiente. Com um troféu de dois quilos nas mãos, Aparecida exibe a tilápia pescada com a vara.

Poluição

Um outro problema sério encontrado pela Polícia Ambiental é o descaso da população com o meio ambiente. Com a seca, o nível de água dos rios abaixam e evidenciam o lixo que é jogado pelas pessoas.

Em uma pequena caminhada à margem do rio Grande é possível comprovar a poluição. O cenário, que deveria ser apenas de beleza, conflita com as intervenções do homem. (Jornal Bom Dia Rio Preto)

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