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Falece um dos ícones da Educação, Cultura e Folclore de Olímpia, professor Victorio Sgorlon

Publicado em 10 de dezembro de 2011 às 15h14
Atualizado em 10 de dezembro de 2011 às 17h28

victorio-sgorlonFaleceu um dos ícones da Educação, Cultura e Folclore de Olímpia, professor Victorio Sgorlon, fundador do extinto Colégio Comercial Olímpia (hoje, Objetivo) e Museu de História e Folclore, que se encontrava internado no Hospital Austa, em São José do Rio Preto.

O corpo está sendo velado em Olímpia, no Velório Primaveras, desde às 16h, e o sepultamento será amanhã, domingo (11), às 8h, no cemitério local. Na foto acima, com Flávio e Matheus Sgorlon.

Texto publicado no livro “O Arco-íris das Poesias , de autoria do poeta olimpiense Luiz Augusto da Silva, lançado no 44º Festival, em 2008, retrata a importância de Victorio Sgorlon, no texto “Resumo Histórico do Folclore Olimpiense”, reproduzido a seguir.

“Originado da expressão “FOLK-LORE”, folclore significa a ciência que estuda os costumes tradicionais de um povo.

_CAPA - O ARCO-IRIS DAS POESIAS luiz augusto“Ao escrever sobre este tema , fico convicto de que os contos anônimos, continuarão vivos e que proporcionarão às futuras gerações conhece-los, curiosamente, como hoje acontece comigo. Destaco a cidade de Olímpia – SP, Capital Nacional do Folclore, que através de uma exposição ensaiou os primeiros passos folclóricos, auxiliada por alunos e professores do município, exibindo um acervo simples, exposto ao público em um salão cedido pela antiga “Taba do Carajá”, na Praça da Matriz. A primeira exposição folclórica foi criada em 21 de agosto de 1965. Os pioneiros dos assuntos tradicionais foram os professores Victorio Sgorlon e José Sant’Anna.

“Após a primeira exposição houveram vários festivais. No período de 02 a 10 de agosto de 2008 realizou-se o 44º festival, no Recinto do Folclore,que prestou homenagem ao estado da Paraíba. O evento foi realizado pela Associação Olimpiense de Defesa do Folclore Brasileiro, sob a responsabilidade da professora Rosali Gobato Ducati. Contou, como nas grandes festas anteriores, com a presença marcante de Grupos Folclóricos, oriundos dos diversos Estados da Federação, os quais trouxeram em suas bagagens as danças; canções; hábitos e costumes; artesanatos; lendas e crendices, caracterizando as suas apresentações.

“Engrandece a admiração por esta cultura o Museu de Historia e Folclore fundado pelo professor Victorio Sgorlon e esposa, criado neste município com a participação especial do interventor, doutor Alfonso Lopes Ferraz, que cedeu um prédio para sua instalação que se localizava na avenida XV de Novembro, atualmente, avenida Deputado Waldemar Lopes Ferraz. Posteriormente, em agosto de 1982, foi transferido para um palacete construído pelo senhor Giosué Tonanni, em 1925.

“O construtor nasceu em Ubertide – Perugia – Itália e veio para o Brasil em 1889. Com a transferência o museu passou a denominar-se Museu de História e Folclore Maria Olímpia, situado à Rua David de Oliveira, 420, aberto às visitações.

“Nos registros tradicionais da imprensa desta cidade, observa-se a existência de uma página literária ,inserida no Jornal Voz do Povo, que após algumas edições passou a ser publicada com o título de Folclorário. A primeira foi editada em 4 de junho de 1966, sendo que os professores Victorio Sgorlon, Fernando de Freitas e José Sant’anna, contribuíam com as ilustrações.

“O professor Victorio Sgorlon e sua esposa Lourice Arutin Sgorlon, também professora, registravam naquela página pesquisas sobre benzeções, medicina rural e culinária brasileira tradicional.

“Contamos com a Casa de Cultura que em sua biblioteca, situada à rua São João – 249 – Centro, preserva riquíssimo acervo histórico e folclórico para pesquisa e estudos.Recentemente, o professor José Maria de Jesus Marangoni editou sua obra: Olímpia – Cidade Menina Moça – em três volumes que com riqueza de detalhes conta a história deste município abrangendo o período de 1857/2005.

“Convém ressaltar que o Anuário do Folclore, em suas edições, informa sobre o festival ocorrido e as atividades folclorísticas do ano subsequente, conservando as nossas tradições culturais.Devemos grande parte desta narrativa ao inesquecível professor José Sant’Anna. Tão nobre admirador do folclore nasceu no dia 8 de julho de 1937 e faleceu em 8 de janeiro de 1999.

“O Grupo Moçambique prestou-lhe homenagem durante a realização do 42º festival em agosto do ano de 2006.

“Aproveito para ratificar tal feito. Antes que seja tarde enalteço neste plano a todos que contribuíram e/ou contribuem para que a cultura folclorística permaneça viva.

“Envolvido pela quimera componho versos que retratam personagens fantásticas que habitam um “Mundo Mágico” e encantador, criado pelas histórias que o povo conta”.

NOSSO MUSEU, NOSSA RIQUEZA

Texto do Planeta News, também retrata como nasceu o nosso Museu de História e Folclore, aos cuidados também de Victorio Sgorlon:

Somente depois de muitas “andanças” que finalmente nosso Museu de História e Folclore “Maria Olímpia” encontrou um “paradeiro”. E foi num antigo casarão abandonado que nos tempos de ouro do café abrigou “barões” da família Tonnanni, de Olímpia. Por conta disso, o imóvel onde hoje se encontra o maior acervo folclórico-cultural do país recebeu o nome de “Giosué Tonnanni”, exatamente como preito de gratidão à família benfeitora.

Ele foi “batizado” por meio do projeto de Lei n 1.625, de autoria do então vereador José Sant´anna. A lei sancionada pelo então prefeito Álvaro Marreta Cassiano Ayusso, tornando legal o “batismo”, é de 5 de julho de 1978, e tem o número 158/78. Mas, até chegar a “Maria Olímpia”, o Museu sofreu muitos percalços. Os primeiros passos foram dados nos idos de 1956, quando o professor Sant´anna começou a acumular objetos dignos de serem preservados.

Estes objetos eram expostos em vitrines de lojas como “A Triunfal Modas” (1958), “Camisaria das Fábricas” (1959), nos salões do Colégio Olímpia, hoje extinto (1960 a 1963), na “Exposição de Móveis Bandeirantes” (1964), no clube “Taba do Carajá” (1965), ou seja, uma verdadeira maratona. “Era sempre difícil saber onde estariam à mostra os objetos, alguns raros e valiosos. Muita gente não conseguia descobri-los e apreciá-los”, diz um estudioso da época.

Como o acervo estava crescendo assustadoramente, e as vitrines das lojas não eram mais capazes de ostentá-los de forma adequada, começou a se pensar em um local apropriado, definitivo. As dificuldades para se encontrar tal local eram muitas, mas Sant´anna já lançava seus olhos a prédios adequados. Seu acervo de peças crescia a olhos vistos, com muita coisa a ser conservada, muita coisa de grande valor histórico: doações, compras, presentes dos alunos, dos grupos folclóricos que aqui se apresentavam, de pessoas interessadas no Folclore Brasileiro etc.

Então, depois de muito procurar, em 1973, o prefeito Alfonso Lopes Ferraz instalou à então chamada Avenida 15 de Novembro (hoje Deputado Waldemar Lopes Ferraz, atual sede da corporação Militar), o Museu de História e Folclore. O prédio onde funcionara o Posto de Puericultura era bonito, porém inadequado, pequeno, acanhado, pouco seguro e mal localizado. Coube ao professor Vitório Sgorlon os cuidados com o já rico acervo. E com ele o saudoso professor Rotschild Mathias Netto (Departamento de Folclore) e um Conselho Deliberativo constituído por cinco professores.

Quando foi adquirido o palacete da família de Giosué Tonnanni, na Rua Jorge Tibiriçá (hoje David de Oliveira), bela construção de descendentes italianos, as perspectivas da instalação de museu adequado eram bem melhores. As reformas foram iniciadas imediatamente.

Maria Giuseppe Scura (Zeca Scura) foi destacada para organizar o seu acervo tão disperso. Fez o curso de Museologia e botou mãos à obra, selecionando, dividindo, catalogando e, pouco a pouco, as salas do palacete foram se transformando em museu. Zeca ali trabalhou por vários anos, desde 1984, sob a coordenação de Alice Benfati Lapa (1977-1990) e auxiliada por Jesuína Souza e Silva (1983-1990). Mais de 2.500 peças estão lá, a maior parte pertencente ao saudoso professor e folclorista José Sant´anna.

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6 comentários

  1. Flávio Sgorlon disse:

    “Tio-Avô”, Vitório Sgorlon, que DEUS o ilumine onde estiver, com certeza já está morando ao lado do PAI e de seus entes queridos, obrigado por tudo, pelos conselhos, pelos ensinamentos, pelas histórias, pelos conhecimentos passados, por tudo, descanse em PAZ, já estou com saudades…..bjs. O Sr. fará muita falta aqui entre nós.

  2. Maria Fernanda Sgorlon disse:

    Tio, já estou com muitas saudades do senhor…. obrigado por tudo! que onde o senhor estiver, sejas feliz!
    O Senhor fará muita falta…..Beijos

  3. Abdias Almeida de Souza disse:

    RECONHECIMENTO – Meu amigo, patrão, padrinho e sobretudo um cristão autêntico. Sua vida, seu exemplo dignificarão para sempre o nome de Olímpia e sua história. Agora junto com sua também digníssima companheira Lourice Arutin Sgorlon, do céu continuarão a velar por nós. O amor de vocês pela minha pessoa e pela minha família é prova inconteste das pessoas de fé. Que Deus os abrigue em sua imensa glória. Muito obrigado pelo amor que nos dedicaram. Abdias Almeida de Souza.

  4. Abdias Almeida de Souza disse:

    Ao amigo Vitório, devo registrar com pesar a sua falta. Foi meu melhor amigo, patrão, padrinho e exemplo de vida e fé. Agora nos braços de Deus velará por todos nós. Tua vida não foi em vão. Agora pode descansar em paz. Saudades
    Abdias Almeida de Souza e família.

  5. Luiz Augusto da Silva disse:

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    Queridos amigos, amigas e familiares, boa tarde!

    Sei que é muito difícil consolar corações neste momento de compaixões. Mas, não deixo as emoções conduzir-me às omissões. Por esta razão, registro minhas manifestações. Espero que não reparem possíveis “erros em profusões”:

    _ Acredito que a vida terrena é um passaporte à vida plena!
    _ Que não morremos…viajamos…transcendemos…
    _ Que a morte faz parte da vida…Mas,dolorosa é a despedida…

    Do velório ao “dormitório” veio à minha mente uma frase “in memoriam” ao meu lustre e querido amigo:

    _ Uma “estrela” sob a terra opaca…
    Brilhante no Universo se destaca!…

    Leonardo, muito obrigado por inserir nesta histórica e “melancólica” matéria o texto publicado no livro” O Arco-Iris das Poesias”:

    _Você, através deste magnífico e informatizado veículo de informação, viabiliza-me patentear a grandiosidade da fiel amizade existente entre eu e o meu amigo que agora habita à eternidade.

    Revelo a generosidade e o valor humanitário, sem intuito publicitário, ao transcrever com muita honra o comentário do nosso saudoso Professor Victório:

    _ Ao nobre amigo Tenente Luiz

    “Ouvindo a leitura de seus versos, qualquer pessoa fica emocionada pelo conteúdo e beleza da versificação.

    Suas poesias são fecundas de títulos, os mais variados e burilados com maestria que só uma alma bem formada como você, pode enquadrá-las em teus versos.

    O amor fala muito alto e o sentimento, muitas vezes, supera o amor.

    Você lendo para mim teus poemas, não todos porque seria impossível fazê-lo numa só arrancada, mesmo assim, consegui penetrar nesses versos o meu espírito e também sentir como tu, a profundidade que pudestes enfaixar em pequenas estrofes.

    Seu cabedal é inestinguível, pois vais buscar inspiração nas pequenas coisas e objetos que te cercam como a metamorfose de uma pequena borboleta amarela que singrava de flor em flor no teu jardim.

    Somente uma cabeça poética digo mais, possuída de um dom especial que Deus distribui graciosamente para as suas criaturas não todas.

    O dom da versificação é uma graça especial do Criador para premiar os seus prediletos, assim como todos os profissionais e escritores possuem, nós não sabemos como, pois o dom é uma graça do Senhor.

    Amigo Luiz: bastou pouco tempo para nos conhecermos e admirarmo-nos mutuamente, pois você estava carente ao procurar-me para informá-lo sobre a “Ciência do Povo” – o Folclore.

    Você com tua ciência maestrina do verso e eu com meu parco conhecimento da história do Folclore em minha cidade de Olímpia.

    Foi aqui, com esse contato primeiro que nos conhecemos e nos admiramos mutuamente porque que estava a frente de uma pessoa especial e ávida de conhecimentos, ao mesmo tempo, notei a grandeza de seu coração quando leste para mim a primeira poesia.

    Amigo Luiz Augusto: continue cultivando teus versos mostrando através deles, a beleza da vida, o amor que dedicas a tua família e ao mundo que te rodeia, porque foi aqui na “Menina Moça” que buscaste inspiração para produzir este livro, que espero ser um manancial de conhecimentos e beleza para todos que o lerem.

    Deixo, neste momento, meu grande abraço e votos de sucesso no lançamento de tua obra.

    Eu, Victório Sgorlon, te admiro.
    Olímpia, 07 de março de 2008″

    Meu querido e saudoso amigo

    Muito embora em diferentes dimensões…
    Mais uma vez, agradeço-lhe os elogios!
    Pela força para vencer desafios…

    Sei que os frutos das sementes que
    aqui plantastes, dulcíssimos, são
    colhidos junto ao Altíssimo!!!

    Sei que onde estais…há luz…há paz…
    Onde anjos…onde arcanjos…aliviam
    a sua alma…com canções angelicais!

    Amigo, nossa história não tem fim…
    Descanse em paz… Até mais…

    Nós que ficamos às mãos
    de Deus seguremos…
    Tenhamos plena certeza:
    Um dia com Ele estaremos…

    Abraços fraternais com muito amor (ágape), muita fé e muita paz!

    ww.facebook.com/luizaugusto.dasilva

    >>>

  6. Cidinha Manzolli disse:

    Profº Victorio, foi um baluarte no inicio de nossos festivais e juntamente com sua esposa, criou nosso museu, obrigado professor por seu trabalho em prol do Folclore.

    Cidinha Manzolli.

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