Diário da Região mostra que apenas Olímpia e Catanduva cumprem projeto de saneamento
Apenas duas cidades da bacia do Turvo-Grande, Olímpia e Catanduva, estão produzindo seus projetos de acordo com a lei federal 11.445, de 2007, que determina que todos os municípios brasileiros devem ter um plano de saneamento básico definindo diretrizes futuras para o setor.
A informação foi publicada hoje no jornal Diário da Região, de São José do Rio Preto, através de dados da ONG Trata Brasil, que auxilia a tarefa, ao lado do Comitê da Bacia, cujo prefeito é o de Olímpia, Geninho Zuliani (DEM). Na reportagem, intitulada “Cidades da região sofre com deficiências no saneamento básico”, a revelação de que a região de Rio Preto ainda sofre com deficiências no saneamento básico.
Dados do Censo 2010 do IBGE apontam que o Noroeste paulista apresenta índices de acesso à rede de água e coleta de lixo regular inferiores à média estadual.
“Esperamos a adesão de mais municípios do Noroeste Paulista nos próximos meses. Até porque, mais cedo ou mais tarde, todos deverão se preocupar em planejar suas políticas de saneamento”, afirma o presidente da ONG Trata Brasil, Édison Carlos, ao comentar sobre o assunto e assinalar que apenas duas cidades, Olímpia e Catanduva, procuram resolver o problema do saneamento, deixado pelos prefeitos anteriores, e cumprir a lei de 2007.
Enquanto no Estado de São Paulo o percentual de domicílios ligados ao sistema de abastecimento de água é de 95,1%, em 109 cidades da região o índice alcança 90%.
Das 109 cidades da região pesquisadas, apenas cinco superam a média estadual com relação ao acesso à rede de água tratada: Catanduva, Votuporanga, Palmares Paulista, Fernandópolis e Severínia. “Uma região rica como a de Rio Preto merecia números melhores”, diz Édison Carlos.
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