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Começa a Semana Constitucionalista de 32

Publicado em 01 de julho de 2010 às 13h32
Atualizado em 01 de julho de 2010 às 13h51

cartaz32 * Começa nesta sexta-feira (2), em Olímpia, a Semana “Benedicto José Pereira (Mindú) para reverenciar os 78 anos do movimento armado ocorrido no Estado de São Paulo entre os meses de julho e outubro de 1932, que tinha por objetivo a derrubada do Governo Provisório de Getúlio Vargas e a promulgação de uma nova Constituição para o Brasil.

As atividades, envolvendo palestras nas escolas e entrevistas e reportagens nas emissoras de rádio, são promovidas pela Sociedade Veteranos de 32 MMDC — Núcleo Luiz Salata Neto de Olímpia. Neste ano, será homenageado o seu patrono “Luiz Salata Neto”. O seu filho, engenheiro e vereador Luiz Antonio Moreira Salata, é o presidente desse Núcleo.

A REVOLUÇÃO

150px-Cartaz_Revolucionário_1 Foi uma resposta paulista à Revolução de 1930, a qual acabou com a autonomia de que os estados gozavam durante a vigência da Constituição de 1891. A Revolução de 1930 impediu a posse do governador de São Paulo (na época se dizia “presidente”) Júlio Prestes na presidência da República e derrubou do poder o presidente da república Washington Luís, que fora governador de São Paulo de 1920 a 1924, colocando fim à República Velha.

Atualmente, o dia 9 de julho, que marca o início da Revolução de 1932, é a data cívica mais importante do estado de São Paulo e feriado estadual. Os paulistas consideram a Revolução de 1932 como sendo o maior movimento cívico de sua história.

Foi a primeira grande revolta contra o governo de Getúlio Vargas e o último grande conflito armado ocorrido no Brasil.

SEMANA CONSTITUCIONALISTA

2 A 9 DE JULHO – “SEMANA BENEDICTO JOSÉ PEREIRA (MINDU)”

* De 5 a 8 de julho, nas Escolas Estaduais haverá o hasteamento das Bandeiras e a exaltação ao Movimento de 32. E, sempre às 11h, nas emissoras Rádio Difusora e Rádio Menina, palestras alusivas ao Movimento de 32, proferidas por alunos, professores das Escolas Estaduais e membros da Sociedade Veteranos de 32 – Núcleo Luiz Salata Neto de Olímpia.

* Haverá uma missa em Homenagem Póstuma, no domingo (4), às 19h, na Igreja Matriz de Cartão_Postal_do_MMDCNossa Senhora Aparecida em homenagem à memória dos ex-Combatentes de 32 e aos homens e mulheres que, também, tomaram parte na retaguarda.

* 9 de julho (sexta-feira) – “Dia do Soldado Constitucionalista”, às 9h, na Praça Heróis Olimpienses de 32 Jardim Santa Ifigênia (localizada no início da Avenida Constitucionalista de 32) com recepção às autoridades; Hasteamento das Bandeiras Nacional, Estado e do Município; Homenagem póstuma aos Heróis de 32; Deposição de flores junto ao Obelisco Heróis Olimpienses de 32, em homenagem aos ex-combatentes falecidos; Homenagem aos Veteranos Olimpienses de 32.

* E também no dia 9, às 11h, nas emissoras Rádio Difusora e Rádio Menina – Palestras alusivas ao Movimento de 32, proferidas por participantes e diretores da Sociedade Veteranos de 32 – Núcleo Luiz Salata Neto de Olímpia.

***

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3 comentários

  1. Luiz Augusto da Silva disse:

    Revolução para evolução:

    A revolução, quando benéfica e pacífica, é necessária para estabeler metas para aniquilar todos os procedimentos contrários à dignidade da humanidade.

    Acho por bem relembrar que revolucionar não é o mesmo que revoltar – rebelar; sim… regulamentar para melhorar. Humanizar…

    Luiz Augusto da Silva – poeta

  2. Luiz Augusto da Silva disse:

    Complementado o comentário #1, vejamos :

    “Canção do Exército”

    “A paz queremos com fervor
    A guerra só nos causa dor
    Porém se a Pátria amada
    For um dia ultrajada
    Lutaremos com fervor”

  3. Luiz Augusto da Silva disse:

    Por analogia, transcrevo o poema que me foi enviado, a pedido, pelo Sargento AOKI – Chefe de Instrução do TG 02-025 – Olímpia- SP:

    “Lembrai-vos da guerra
    Exército Brasileiro”

    “Imensa formação de brancas cruzes,
    Desfile mortuário de fantasmas,
    Exótico mercado de miasmas,
    Exposição de ossadas e de urzes…
    Calado e mudo queda-se o canhão,
    Apenas trevas cobrem a amplidão,
    Que outrora foi um campo batalha…
    Calada e muda queda-se a metralha,
    É morta na garganta a voz do obus,
    O sabre traiçoeiro não reluz
    Dilacerando, ensangüentado a terra…
    A paz voltou, é terminada a guerra.
    Os heróis tombaram das alturas,
    Os covardes e os bravos olvidados,
    Seus feitos aos livros relegados,
    Nada mais resta, apenas sepulturas.
    E eu? Quem sou? Perguntam eu quem sou?
    Pois bem, eu lhes direi: sou um soldado,
    Igual a qualquer outro
    que avançou, combateu, foi derrubado.
    Cruzes iguais… Terrivelmente iguais…
    Exército que cresce mais e mais,
    No festim diabólico da morte.
    Aqui jaz o covarde. Ali o forte.
    Aqui dorme um estranho. Ali estou eu…
    Mas ninguém sabe como ele morreu…
    Não se lembram do campo de batalha,
    Nunca ouviram o riso da metralha…
    Não sentiram tremer o corpo inteiro
    Ante o rugido brutal de um morteiro…
    Não viram a cor dos olhos do inimigo.
    Não sentiram o medo do perigo,
    Que vos faz desejar a morte breve.
    Nunca sonharam. Nunca, nem de leve.
    Mas…
    Nem todos se esqueceram do soldado
    Que está longe, bem longe sepultado…
    Mamãe, minha boa mãe, se tu soubesses
    Que tua imagem adornei com flores,
    Que tuas flores foram minhas preces,
    Preces colhidas no jardim das dores…
    Minha querida mãe, se te contasse
    O medo que senti sem teu carinho,
    Um medo horrível de morrer sozinho.
    Medo mesmo que o medo me matasse…
    Mas deixei meu abrigo e avancei
    Julgando ver a morte a cada passo
    Ao ouvir o sibilar de um estilhaço…
    Parei… Pensei em ti… Continuei…
    Minha querida mãe se te dissesse
    Que quando derrubou-me uma granada
    Atirando-me na terra enlameada,
    Foi por ti que chamei desesperado.
    Por um momento deixei de ser soldado
    E fui novamente uma criança
    Sentindo na morte a esperança
    De ainda adormecer no teu regaço.
    Mamãe. Matou-me um estilhaço…
    Minha querida noiva, por que choras?
    Relembras por certo as boas horas
    Que passamos juntos. Só nós dois…
    Íamos casar. Lembra-te ? E depois…
    E depois uma casa retirada.
    Cortinas nas janelas enfeitadas,
    Tu me esperando… eu vindo do quartel…
    A nossa casa um pequenino céu,
    Aberto a vinda de um herdeiro…
    Meu sonho, meu sonho derradeiro,
    Foi de beijar-te antes de morrer.
    Mas ao golpe frio da granada,
    Beijei apenas a terra ensangüentada.
    Mamãe, minha noiva, aqui se encerra
    Uma história de sangue, esta é a guerra.
    Não chorem. Tudo é terminado
    Rápido como coisa de soldado…
    Mas mamãe…
    Se novamente a pobre humanidade
    Mais uma vez em busca da verdade
    Rufar seus tambores sobre a Terra
    Anunciando mais sangue e outra guerra,
    Se outro filho a Pátria te exigir,
    Sem lágrimas mamãe, deixe-o ir…
    Embora te destrua o coração,
    Ainda que te alquebre o ardor
    Faça-me um favor mamãe,
    Peça a esse irmão,
    Para que seja também um ATIRADOR !”

    Autor: Não consta.

    Abraços cavalarianos, do poeta olimpiense,

    Luiz Augusto da Silva.

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