Atiradores homenageiam as mães e encenam a morte dos pracinhas brasileiros na Itália
Os atiradores do Tiro de Guerra 02-025, de Olímpia, cumpriram ontem à noite (7) duas homenagens: uma para o dia da Vitória (Dia D) e outra para as suas mães. Depois da formatura cívico-militar e da exaltação ao Dia em que os nazo-fascistas foram derrotados, inclusive com teatro encenado por alguns atiradores, cada mãe recebeu um vaso de flor.
O chefe de instrução, 1º sargento de cavalaria Peter Paul Aoki, fez questão que as mães subissem no palanque das autoridades e, além de ressaltar a importância do dia para os militares e para o Brasil, declamou uma poesia de Carlos Drummond de Andrade, em que, um dos trechos, dizia: "Se eu fosse Deus/Baixava um decreto:/Mãe não deve morrer nunca…"
Estavam presentes, além das mães, o empresário e vereador José Elias Morais (líder do PMDB), como única autoridade municipal na solenidade, fazendo com que o sargento Peter Paul afirmasse, no palanque, que “faça Sol, faça chuva, o Zé das Pedras sempre prestigia o Tiro de Guerra de Olímpia”; e, também, o ex-chefe de instrução, hoje subtenente reformado e poeta olimpiense Luiz Augusto da Silva; e, claro, como único representante da imprensa, este Blog, que também quase nunca falta às atividades do TG.
Após uma rápida formatura militar, com desfile da banda, dos atiradores e da entronização das bandeiras nacional e do município, e das palavras do sargento Aoki enaltecendo o Dia da Vitória e as mães, através da poesia de Drummond, todos foram convidados para os fundos do TG onde foi passado um documentário sobre o Dia D e os atiradores encenaram a morte dos pracinhas brasileiros, cada um com uma cruz branca e, ao lado, fogo simbolizando a arena de combate.
Por fim, cada atirador presenteou a respectiva mãe com um vasinho de flor e todos foram confraternizar na sala de instrução, onde havia bolo e guaraná.
Hoje, domingo (8), revivendo a tradição gaúcha, já que ficou por oito anos em Santana do Livramento (RS), o sargento Aoki oferece uma costelada para atiradores e seus parentes e convidados.
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Assunto(s): TG






Belíssimo evento na sede do TG 02-025 é o exército brasileiro abrindo suas portas, resgatando o cívismo o patriotismo, o Sgt Aoki e seus atiradores dando bons exemplos, em tempos tão difíceis para nossos jovens. Parabéns !!!!!
Agradeço pela homenagerm pelo dia das mães , e tbem me emocionei com encenação… e senti o qto uma guerra pode causar tristezas e dor.
Prezados leitores (as), boa tarde!
Inicia-se o ato solene em comemoração ao ” Dia da Vitória ” e para, também, celebrar o ” Dia das Mães”:
O ar é “contagiado” pelo perfume da felicidade! Que inebriante é autenticado pelos radiantes sorrisos; pelos olhares reluzentes e pelos eletrizantes vaivéns das genitoras dos atiradores e outros importantíssimos convidados, protagonistas de uma seleta platéia que prestigia a este belíssimo gesto cívico social, muito bem planejado pelo primeiro sargento AOKI, Chefe de Instrução – meu irmão de arma (cavalaria) e conterrâneo (carioca); o quê muito me honra.
A tropa perfilada e com espantosa imobilidade, após cumprir os sinais de honra e respeito regulamentares, desfila caracterizada pela impecável apresentação individual, pelo garbo, pela marcialidade e pelo entusiasmo, atributos que são semeados pela liderança carismática do Sgt AOKI, que muito bem a exerce para cumprir a sua árdua e dignificante função.Comprova, desta forma, que o Exército Brasileiro – Verdadeiro baluarte de honra e de fé – é alicerçado, grandiosamente, pela hierarquia e pela disciplina.
A vibrante perfeição nos movimentos de “Ordem Unida” dá transparente prova do elevado grau de adestramento da tropa que após a realização do desfile desloca-se aos fundos do TG, onde simula um ” Teatro de Operações” – combate – que de tão bem ensaiado chega quase à realidade.No transcorrer desta encenação sob a observação dos espectadores perplexos, ressoa o poema :
Lembrai-vos da guerra
Exército Brasileiro
Imensa formação de brancas cruzes,
Desfile mortuário de fantasmas,
Exótico mercado de miasmas,
Exposição de ossadas e de urzes…
Calado e mudo queda-se o canhão,
Apenas trevas cobrem a amplidão,
Que outrora foi um campo batalha…
Calada e muda queda-se a metralha,
É morta na garganta a voz do obus,
O sabre traiçoeiro não reluz
Dilacerando, ensangüentado a terra…
A paz voltou, é terminada a guerra.
Os heróis tombaram das alturas,
Os covardes e os bravos olvidados,
Seus feitos aos livros relegados,
Nada mais resta, apenas sepulturas.
E eu? Quem sou? Perguntam eu quem sou?
Pois bem, eu lhes direi: sou um soldado,
Igual a qualquer outro
que avançou, combateu, foi derrubado.
Cruzes iguais… Terrivelmente iguais…
Exército que cresce mais e mais,
No festim diabólico da morte.
Aqui jaz o covarde. Ali o forte.
Aqui dorme um estranho. Ali estou eu…
Mas ninguém sabe como ele morreu…
Não se lembram do campo de batalha,
Nunca ouviram o riso da metralha…
Não sentiram tremer o corpo inteiro
Ante o rugido brutal de um morteiro…
Não viram a cor dos olhos do inimigo.
Não sentiram o medo do perigo,
Que vos faz desejar a morte breve.
Nunca sonharam. Nunca, nem de leve.
Mas…
Nem todos se esqueceram do soldado
Que está longe, bem longe sepultado…
Mamãe, minha boa mãe, se tu soubesses
Que tua imagem adornei com flores,
Que tuas flores foram minhas preces,
Preces colhidas no jardim das dores…
Minha querida mãe, se te contasse
O medo que senti sem teu carinho,
Um medo horrível de morrer sozinho.
Medo mesmo que o medo me matasse…
Mas deixei meu abrigo e avancei
Julgando ver a morte a cada passo
Ao ouvir o sibilar de um estilhaço…
Parei… Pensei em ti… Continuei…
Minha querida mãe se te dissesse
Que quando derrubou-me uma granada
Atirando-me na terra enlameada,
Foi por ti que chamei desesperado.
Por um momento deixei de ser soldado
E fui novamente uma criança
Sentindo na morte a esperança
De ainda adormecer no teu regaço.
Mamãe. Matou-me um estilhaço…
Minha querida noiva, por que choras?
Relembras por certo as boas horas
Que passamos juntos. Só nós dois…
Íamos casar. Lembra-te ? E depois…
E depois uma casa retirada.
Cortinas nas janelas enfeitadas,
Tu me esperando… eu vindo do quartel…
A nossa casa um pequenino céu,
Aberto a vinda de um herdeiro…
Meu sonho, meu sonho derradeiro,
Foi de beijar-te antes de morrer.
Mas ao golpe frio da granada,
Beijei apenas a terra ensangüentada.
Mamãe, minha noiva, aqui se encerra
Uma história de sangue, esta é a guerra.
Não chorem. Tudo é terminado
Rápido como coisa de soldado…
Mas mamãe…
Se novamente a pobre humanidade
Mais uma vez em busca da verdade
Rufar seus tambores sobre a Terra
Anunciando mais sangue e outra guerra,
Se outro filho a Pátria te exigir,
Sem lágrimas mamãe, deixe-o ir…
Embora te destrua o coração,
Ainda que te alquebre o ardor
Faça-me um favor mamãe,
Peça a esse irmão,
Para que seja também um ATIRADOR!:
Depoimento de um ex-pracinha que luta na segunda Guerra Mundial, que mesmo diante do perigo existente no ” campo de batalha ” não esquece do divino amor maternal que com nobreza é clamado superando os estampidos da rajada da metralha “infernal”. Este ato é culminado com o canto da “Canção do Exército”: …” Nós somos da Pátria a guarda, fiéis soldados por ela amados…Nas cores de nossa farda rebrilha a glória fulge a vitória”…
Cessa o calor da luta!!! Os atiradores presenteiam com perceptível carinho, aquelas que pela vida doam a vida: suas “Mãezinhas Queridas”. Ato contínuo é servido um coquetel para confraternização.
Conversa vai…Conversa vem…
Que “pena”…Chega ao final.
Agora: só no ano que vem.
Saudações militares, do poeta olimpiense,
Luiz Augusto da Silva
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Gostaria de agradecer ao Concon, pela excelente fomatura que nos pretegia a cada evento do tiro de guerra, e um salve as Mães, pois não é somente os atiradores que fazem o tiro de guerra, a mãe de cada um também !
TG 02-025, BRASIL, ACIMA DE TUDO!
Boa noite a todos os amigos leitores e ao amigo Concon,
Foi uma das melhores formaturas que ja acompanhei,muita vibração e disciplina o que demonstra o nivel da instrução ministrada pelo Sgt. Aoki.
mais uma vez noss amigo Concon se fez presente cobrindo a atividade, abraços e se precisar pode contar com esse comando
Abraços
BRASIL !!!
Nós somos da Pátria a guarda,
Fiéis soldados,
Por ela amados.
Nas cores de nossa farda
Rebrilha a glória,
Fulge a vitória.
Em nosso valor se encerra
Toda a esperança
Que um povo alcança.
Quando altiva for a Terra
Rebrilha a glória,
Fulge a vitória.
A paz queremos com fervor,
A guerra só nos causa dor.
Porém, se a Pátria amada
For um dia ultrajada
Lutaremos sem temor.
Como é sublime
Saber amar,
Com a alma adorar
A terra onde se nasce!
Amor febril
Pelo Brasil
No coração
Nosso que passe.
E quando a nação querida,
Frente ao inimigo,
Correr perigo,
Se dermos por ela a vida
Rebrilha a glória,
Fulge a vitória.
Assim ao Brasil faremos
Oferta igual
De amor filial.
E a ti, Pátria, salvaremos!
Rebrilha a glória,
Fulge a vitória.
A paz queremos com fervor,
A guerra só nos causa dor.
Porém, se a Pátria amada
For um dia ultrajada
Lutaremos sem temor.
Em primeiro lugar gostaria de elogiar o Concon devido ao seu trabalho de divulgação dos acontecimentos de nossa cidade e região, e dizer que através do mesmo, o pessoal que não conhece o trabalho nosso junto ao sargento Aoki pode obter uma visão ampla do que somos, do que fazemos, do que é o Exército Brasileiro.
Brasil, acima de tudo.
Obrigado, atirador Pradal. Conte sempre com o Blog. Abs.
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Olá, amigo, boa noite!
Leonardo, desculpe-me! Se não fosse o seu valor profissional e a admiração que demostra pelo Tiro de Guerra local; eu não teria a oportunidade de comentar e rever a solenidade através das belas e nítidas imagens publicadas neste magnífico veículo de informação.
Continue sempre a divulgar, com profissionalismo ímpar, tão significativos eventos.
Abraços; e vamos que vamos.
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