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Professores estaduais fazem piquete, pressionam e atrapalham as aulas nesta segunda

Publicado em 22 de março de 2010 às 10h50
Atualizado em 22 de março de 2010 às 16h43

* Alunos se descontrolaram, subiram até nos muros. Direção e funcionários quase em prantos. E dizem que o movimento vai ‘engrossar’.

Piquete no Dalva “Vem vamos embora, que esperar não é saber. Quem sabe faz a hora…” – Como esta música de Geraldo Vandré, que foi tema da resistência do regime militar de 64, os poucos professores estaduais grevistas, com carro de som contratado, decidiram nesta segunda-feira (22), no dia em que deveriam estar conscientizando alunos para o Dia Mundial da Água, pressionarem os colegas que decidiram trabalhar.

No caso da escola Dalva Vieira Ittavo, logo cedo, foi uma algazarra promovida pelos piqueteiros. O som extremamente alto, contrariando inclusive a legislação dos 60 decibéis saudáveis para a saúde do ouvido humano, desrespeitaram colegas que trabalhavam normalmente e alunos que querem estudar. Os alunos saíram das classes, o som da gritaria atravessava quarteirões, engrossado por apitos e por palavras de ordem dos grevistas.

Diretores e funcionários da escola quase em prantos pela súbita desorganização, com alunos até subindo no muro.

Segundo informações da APEOESP, o sindicato da categoria, esta semana o movimento será reforçado por ações desta natureza.

Se é que devo opinar, sou contra. Como pai, principalmente. Podem falar o que quiserem. O governo estadual, bem ou mal, não deixou de pagar. Assim, o movimento de greve, que deveria ser ato extremado, torna-se o primeiro de uma série de ações reivindicatórias. Ressuscitaram ‘palavras de ordens’ e até Geraldo Vandré. Achei que tinha voltado ao clima de 64, quando até esquentei cadeira de guarnição do Exército, em outra cidade, por escrever a favor da liberdade de imprensa.

Os tempos são outros, realmente. Mas, democracia implica em responsabilidade. De qualquer forma, os alunos terão de repor aulas. Eles sabem quanto vão ganhar quanto lutam para estarem dentro das salas através de concursos. Sabem qual é a política, ruim que seja, de reajustes e condições precárias de aulas. Entendo que a luta deva ser no âmbito político e não na algazarra piqueteira.

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28 comentários

  1. Luiz Augusto da Silva disse:

    Lamentável…

    Se não me falha a memória, postei comentários às matérias sobre o concurso para fiscal da Área Azul, quando questionei: será muita a exigência quanto ao grau de escolaridade, ou o ensino está decadente? Infelizmente, não obtive resposta(s).

    Para esclarecer-me, pesquisei o google digitando: professores reprovados.Que decepção…

    Perdoem-me os educadores que exercem suas nobres funções com dignidade e profissionalismo.

    Naqueles que a carapuça da incompetência couber; por favor, livrem-se, dela, o mais rápido possível para o bem da nossa nação.Ah! E seu também…, se aqui estiver enquadrado.

    Afinal, um dos objetivos desta greve é, melhorar a qualidade do ensino. É isso mesmo?

    “Os jovens de hoje serão os dirigentes amanhã ”

    Será a contento!? Confiante espero…

    Respeitosos abraços.

    Luiz Augusto da Silva – poeta.

  2. Marcelo Mendes disse:

    Situação complicada, de um lado os empregados(professores), do outro, o empregador(governo estadual), difícil, o empregador valorizar um empregado, se não houver muuuuuuuito interesse não é mesmo, em todos os setores, sem demagogia e romantismo, pessoal gosta é de dinheiro na cueca, na meia, mensalão e por ai vai.
    Muitas são as lembranças da época de colégio, época boa, de respeito aos professores, diretores, faxineiras, cantineiro, medo das provas, pois elas é que decidiam, época de se guardar nomes.
    A pouco tempo atrás tive os desgosto de voltar a estudar em uma sala de escola publica estadual, que vergonha, que falta de respeito, e muitos e muitos quês por ai vão.
    Mulekada quer saber de farra, pouca educação caseira = a pouca educação na sociedade, na escola então, nem se fala, o santo em casa, vira o demônio na escola.
    Então, pelo o que eu já vi, houvi e vivi, apoio os professores, tem que lutar pelos direitos sim, ninguém mais do que eles sambem da situação.
    Greve,paralização,carreata, e gritar muito, afinal já começamos á vida assim, chorando,gritando e as vezes tem que ser bem alto, se não amigo, fingem que não escutam.

  3. Davi Mendes disse:

    Lamentável mesmo… pelo comentário e pela a notícia carregada de opinião. Está certo mesmo, esses profissionais tem direito de permanecerem calados, não devem fazer greve, afinal de contas todas as profissões depende deles , com qualidade ou sem qualidade o importante é que eles estejam em seus postos de trabalho (a sala de aula), satisfeitos ou não. Muitas pessoas deveriam passar pela experiência de ser professor para poder emitir opiniões.

  4. Davi Mendes disse:

    Lamentável a censura…e a imaginação é fertil!! rs… poderia escrever um romance…leva jeito para ficção.

  5. Luiz Augusto da Silva disse:

    Nem sempre é necessário exercer profissões para emitir opiniões.

    Sendo aluno: posso avaliar se o ensino (professor) é bom ou ruim.

    Sendo leitor: não preciso ser escritor para avaliar textos mal ou bem formulados.

    E assim por diante…

    • Davi Mendes disse:

      Sr. Luiz Augusto, me desculpe, não sabia que o senhor está matriculado na rede pública de ensino de hoje. Então o Sr. fala com propriedade está vivendo a atual situação. Nesse caso o Sr. entende muito bem a necessidade de greve. Como o Sr. é Doutor em assuntos de ensino público, deve saber muito bem que essa discussão é muito mais ampla do que se imagina.

      • Caro Davi,

        Acho que deveria manter o diálogo em alto nível. Se for para ironizar, peço que não comente mais. Se for esse o nível dos professores que o senhor defende, me desculpe: o nível está mal demais. Muito mais por falta de amor à profissão do que por grana, e se for só por grana, o nível se explica também. Mas, evidentemente, não vamos equiparar os professores todos nesse mesmo patamar, né mesmo?

        Aceite as críticas, aceite o ‘outro lado’. Ninguém foi enganado quando prestou concurso para professor. Deveria haver uma cláusula contratual de concordância com a atual situação. Se não, tem tantas profissões rendosas no mundo, ainda mais para pessoas talentosas, certo?

        Continuo na mesma tecla: não aceito greve como ‘instrumento de luta’, ainda mais ressuscitando o pobre do Geraldo Vandré, perseguido no regime militar. Não aceito piquete, forçando o professor a abandonar a classe de aula. Isso é péssimo exemplo para os alunos. A greve aí está: entre quem quiser. Quem não quiser, deixe trabalhar.

        Se houver reposição em forma de trabalhos copiar e colar, vou entrar no Ministério Público. Aguarde.

        E, mais uma vez, respeite a opinião dos outros, ainda mais do tenente Luiz Augusto da Silva. Cada um no seu quadrado. Escolheu esse quadrado, aguente.

        • Davi Mendes disse:

          Caro Jornalista,

          Concordo plenamente quando diz: “Cada um no seu quadrado”. Não tive intenção de desrespeitar opinião de ninguém, porém, acredito que quando defendemos uma idéia, precisamos estar melhor fundamentados.
          Desculpe o incômodo! Não comentarei mais…
          Abraço!

  6. Fernando Monzani disse:

    Leonardo, deplorável é a forma como você tratou a manifestação organizada, legítima e legal dos professores. Aqui em Olímpia, como muita gente tem “rabo preso”, o que se cobra é a passividade e o aceitar sem reclamar. Quando alguém abre a boca para reinvindicar algo é tachado como errado ou com desrespeito, como você fez!
    Ser contra ou a favor é de direito, mas opinar com argumentos reacionários, não reconhecendo o direito de greve (e esta greve foi considerada legal pela justiça), chegando a comentários ridículos e sensacionalistas como “carro de som contratado” (porque, vc acha que deveríamos comprar um carro de som para a manifestação?), “som alto” (deveria ser bem baixo para ninguém escutar não é?, e o que você acha que acontece o ano inteiro com estes carros de som pela cidade? respeitam os tais decibeis?, “pessoas quase em prantos” (é demais!)
    PS. pesquisem no google: advogados reprovados, jornalistas reprovados, médicos reprovados, etc.

    • Olá, Fernando.

      Reconheço o seu direito de crítica, como eu tenho o meu, inclusive pai de uma filha que, este ano, ainda não estudou o 3. colegial no Anita Costa. Direito de greve, entendo, e não sou reacionário, já que até quase preso fui no regime AI-5 num Quartel do Exército, defendendo a liberdade de imprensa. Provavelmente, tenho até ficha no antigo DOPS do regime militar por ser (para eles, é claro) comunista. Então, hoje olho as coisas um pouco mais com racionalidade.

      Moro ao lado do Dalva. Desde cedo houve o piquete que, este sim, acho deplorável nos tempos de hoje. O sujeito quando entra para alguma carreira ele sabe o que o espera. Se ele acha que vai entrar e depois cruzar os braços para tentar melhorar a situação, acho isso, sim, deplorável. Se o prefeito, o governador, o presidente não paga o professor. Aí, sim, greve neles. Se paga, paga mal, aí é outra questão: mobilizem classe política, façam o que quiserem desde que não prejudique O DIREITO DO ALUNO DE ESTUDAR EM TEMPO INTEGRAL, OU SEJA, O ANO TODO, SEM INTERRUPÇÕES E SEM AS MALFADADAS REPOSIÇÕES E TRABALHOS TOLOS COPIADOS DE COMPUTADOR E QUE OS PROFESSORES ACEITAM PASSIVAMENTE.

      Sou contra a greve por ‘instrumento de luta’. Legal ou não, para nós, pais, não é legal. É isso.

      Ninguém faz greve para professor não escrever ciências com S. Ninguém faz greve para melhorar qualidade do próprio professor, que muitos escrevem assessor com Ç. Assim como eu, jornalista, tenho os meus erros e não são poucos, mas quem ensina tem o dever de estar sempre em dia.

      Abraços

      Leonardo

  7. Fernando Monzani disse:

    Leonardo, toda greve causa algum prejuizo vc sabe bem. Quando é na produção, quando é de médicos na Santa Casa, no Forum, etc. No nosso caso também, inclusive e principalmente para nós que estamos lutando por todos em prol de melhorarmos a escola de todos os nossos filhos e não nos conformarmos com a situação em que a escola pública se encontra, pois a primeira coisa que o governo fez foi retalhar e ameaçar com cortes de dias,bonus, etc. Não é porque entramos numa rede que está em determinada condição que devemos ficar quietos e não reinvindicar mudanças. A greve é sim um legítimo direito de se questionar mudanças, e os sindicatos estão tentando convencer este governo faz tempo quanto a situação em que nos encontramos. Você se lembra quando foi a última greve dos professores de SP? Há tempos não somos ouvidos. Você acha que todo profissional deve ter sua data base para reposições salariais? Pois bem, faz tempo que nem reposição nós temos. Este governo vive fazendo propaganda com premiações como o bonus, condicionando todos a uma prova anual e pontual que mede muito pouco em termos do que realizamos dentro das escolas. Você sabia que se a escola repete alunos isto conta negativamente para o bonus? Para recebermos mais bonus é melhor passarmos todos os alunos indiscriminadamente. A situação da rede estadual é medíocre (não analise apenas o que está próximo aos nossos olhos), sem condições básicas de trabalho e estrutura. A maioria das melhorias que o governo anuncia não acontece, fica no discurso e em reduzidas situações.
    Bem, Leonardo, como sugeri se formos pesquisar, o problema de formação e competencia, isto nos levará muito além da classe dos professores. Iremos encontrar em todas as áreas pessoas incapases de realizar adequadamente o que se propõe. A questão que deve-se discutir é porque então pessoas mais bem formadas e capazes não estão dentro da escola pública paulista? Para termos melhores profissionais , melhores escolas temos que oferecer melhores concições de trabalho e melhores salários sim, ou então não reclamamos e aceitamos que do jeito que está, está bom e segundo a aspiração de pais, alunos e governo a escola vem cumprindo muito bem seu papel social.
    Um abraço.

  8. Luiz Augusto da Silva disse:

    Será que um erro justifica o outro?
    Considerando que esta matéria e os comentários referem-se a greve dos professores, não vejo razão nem lógica para: ” PS: pesquisem no google: advogados reprovados, jornalistas reprovados, médicos reprovados, etc”. Observo sim, total incoerência com o assunto em pauta. Estou equivocado?

  9. Luiz Augusto da Silva disse:

    ” Para recebermos mais bonus é melhor passarmos todos os alunos indiscriminadamente”.

    Sinceramente, mediante esta afirmativa que trancrevi de um dos comentários (Fernando Monzani), sinceramente e até com uma certa dose de ironia, não sei mais o verdadeiro significado do que “é melhor” ou pior. O que é responsabilidade ou irresponsabilidade.

    Prezado comentarista, desculpe-me se mal o interpretei. Mas, se estou certo. Certo estou de que o ensino é decadente e os educadores, sem generalizar, são incompetentes; baseado na sua
    afirmativa postada neste Blog, destacada no primeiro parágrafo acima descrito.

  10. Marta Custódio disse:

    Fico entristecida quando vejo tanta desinformação junta, antes de criticar o professor estes profissionais da imprensa que pregam ao 4 cantos sobre a liberdade deveriam vir a escolas para ver a situação dos professores, faz mais de dez anos que não recebemos o decídio coletivo, que direito de todos os trabalhadores, alguem se importa com isso, vc da imprensa vem aqui ver as nossas condições de trabalho, existem professores que dão aula em até 5 escolas trabalham mais de 14 horas por dia, convido todos aqueles que criticam os porfessores a vir até as escolas para verem o seu dia a dia. Vão dar valor aos professores quando este governo que vcs insistem em não criticar for extinto, pergunte a algum jovem se ele quer ser professor e aqueles professores que tem possibilidade de mudar de profissão estão caindo fora da sala de aula, se vcs que esta ruim vai piorar e muito. Ninguem mais suporta não ser valorizado nem pelo Estado e nem pela comunidade, sem falar na violência dentre das escolas, a imprensa não se preocupa como isso não é mesmo.

  11. Professores revoltados disse:

    Mais de 53.000 motivos para refletir
    Uma questão para cada 1000 presentes.

    1000. Será que todos nós que estávamos lá estamos errados?
    2000. Quando a polícia deixará de fechar o espaço aéreo para não filmarem nossa manifestação?
    3000. O Governo divulgar nºs errados é normal… mas a mídia? Quem será que eles têm o “rabo preso” com alguém?
    4000. Quando nossos “colegas”, que se dizem “politizados”, e estão trabalhando, vão entrar nessa greve?
    5000. Por quê muitos insistem em concordar em ficar trabalhando neste momento e depois, faltam mais do que aqueles que estão em greve, ao longo do ano?
    6000. Quando será que nós vamos ter novamente o direito de ter ao menos o DiSSÍDIO ou REAJUSTE, referente a inflação no período?
    7000. Quando o Estado vai parar de perder bons professores e bons alunos para a rede particular, pois os professores que estão lá trabalham ou já trabalharam para o Governo estadual?
    8000. Será que todos que ainda não pararam, (diretores, vice-diretores, coordenadores pedagógicos, professores e funcionário) vão conseguir encontrar até o fim da greve uma BOA DESCULPA para não parar?
    9000. Quando os Professores OFAs, na totalidade, vão perceber que é agora ou nunca?
    10000 No final do ano vai ter provinha novamente?
    11000. E se você não estiver bem neste dia?
    12000. Que tal avaliarmos nossos alunos somente com UMA PROVINHA?
    13000. Seria injusto, não?
    14000. Até quando vamos ver nossos colegas do interior em massa em SAMPA e vamos ficar em casa esperando “passar na Tv”?
    15000. Até quando alguns professores de história, geografia, filosofia e sociologia vão ensinar seus alunos civilidade, não participando da greve?
    16000. Até quando você vai ficar calado?
    17000. Até quando você vai continuar sendo hostilizado por alunos que se recusam a estudar a cartilha que o governo “preparou” para eles?
    18000. Até quando vamos fazer de conta que não sabemos que os alunos fizeram sites com as respostas das apostilas?
    19000. Até quando você vai acreditar que nas escolas há DOIS professores na sala de aula?
    20000.. Nas escolas que possuem, nem queiram saber qual é o salário da 2ª professora.
    21000. Até quando você vai levar porrada de aluno ou de seu “responsável”?
    22000. Até quando alguns professores vão continuar sendo ridicularizados nas delegacias de polícia, quando pedem humilhantemente para fazerem um B.O?
    23000. Até quando vamos comer merenda escondido, ou comer o que sobra, inclusive aquelas almôndegas enlatas (lição de alimentação saudável), pois a merenda é somente para os alunos?
    24000. Quando será que nosso vale-alimentação vai sair dos R$4,00?
    25000. Quando será que vão parar de destruir os carros ou motos dos professores (muitos conseguimos comprar um carro ou moto parcelado, e depois viramos escravos do estado para pagar)?
    26000. Quantos de nós temos, talvez, vergonha de dizermos que somos professores do Estado?
    27000. Quantos estão adoecendo (de verdade)?
    28000. Quantos professores possuem convênio particular?
    29000. Quem conhece algum responsável que não sabe nada disso?
    30000. Quem de nós escreve recadinhos no orkut e não denuncia tudo o que passamos (e eu me incluía até agora)?
    31000. Você compra um livro por mês?
    32000. Você já tirou xerox com seu dinheiro, pois o governo não nos oferece esse recurso?
    33000. Você faz recargas de cartucho para imprimir as provas de seus alunos?
    34000. Quando você imprime, você também compra as folhas?
    35000. Algum de vocês já comprou as folhas, imprimiu em sua casa, ou tirou cópias com seu dinheiro e depois algum aluno “rasgou” a atividade?
    36000. Alguém conhece algum aluno com Necessidades Educativas Especiais que possui todos os recursos necessários (além das rampas, que já foram uma grande conquista)?
    37000. Quase esqueci, alguém vai a teatro ou cinema mais de uma vez no bimestre?
    38000. Qual de vocês possui Tv por assinatura?
    39000. E Internet rápida?
    40000. Quem conhece outro profissional, que tenha nível superior, e ganhe o equivalente a nós?
    41000. Quantos de nós, mesmo após tudo isso, damos audiência para o “BBB” na Globo?
    42000. Quem precisa de uma reforma em sua escola, mesmo após as reformas realizadas?
    43000. Quem precisa de um banho de loja? É, professor tem que se vestir!
    44000. Quem precisa de uma lousa descente (para quem não é professor, nós ainda usamos lousa).
    45000. Quem pega várias conduções por dia, e paga todas (diferente dos PMs e do pessoal do Correio).
    46000. Até quando vamos dar provas de somente uma folha para os nossos alunos, (pois mais do que isso não dá para pagar), e vemos nossos alunos serem obrigados a fazem um SARESP, um ENEM, uma PROVA BRASIL e as tais OLIMPÍADAS, com aproximadamente 20 páginas?
    47000. Até quando vamos passar tantas horas educando os filhos dos outros (em jornadas absurdas) e vamos reservar mais tempo para os nossos?
    48000. Quando será que todos nós vamos perceber que tudo é política? (E ainda dependem de nós para trabalharmos na eleição dos que não nos representam!)
    49000. Será que realmente vivemos num país democrático? Se a Educação é calada?
    50000. Até quando vamos ficar pensando em mudar de profissão?
    51000. Quem nunca corrigiu um pacote de provas com visita na sala de casa?
    52000. Quem, lá no fundo da alma, não sentiu um pouquinho de vergonha por não ter ido lá?
    53000. Tenho certeza que tinha mais questões e mais colegas na Paulista, mas vou parar por aqui.

    Promarcelo
    E.E. Gavião Peixoto Brig. (PERUS)

  12. Luiz Augusto da Silva disse:

    Respeito, democraticamente, a opinião de todos. Afinal, cada um estimulado pela autodefesa, guarnece a “bandeira que ostenta”.

    Reflexão:

    Lendo as variadas críticas e justificativas, faço votos de que a concepção de cada comentarista, seja julgada no “tribunal da existência”, pelo “juiz da tranquila consciência”.

    ” A pior mentira é aquela que pregamos para nós mesmo”.

    Que os senhores professores estejam cobertos de razões. Que ao colocarem a cabeça sobre o travesseiro tenham a paz “merecida”, sem atribulações resultantes de possíveis atitudes negativas.

    Que tenhamos um final feliz!!!

    Respeitosos abraços, do cidadão honorário olimpiense e poeta,

    Luiz Augusto da Silva.

  13. Fernando Monzani disse:

    Luiz Augusto, quando falei em pesquisar sobre outros profissionnais foi só para me referir ao seu comentário sobre os professores reprovados em provas, o que ocorre com todos os outros profissionais, e isto é ruím sim vc está certo mas não é nossa exclusividade.
    Sobre a questão de ser melhor aprovar para ganhar mais bonus eu apenas quis elencar um dos fatores que o governo estabelece como critério para o bonus, agora se vc acha que a culpa das reprovações estão nos professores, eu te afirmo com certeza que não, pois todas as oportunidades são dadas aos alunos e mesmo assim alguns não conseguem, sendo que na maioria das séries a aprovação é automática por lei deste governo.
    Voltando na questão, profissionais incompetentes temos em todas as áreas, mas não é por falta de professores competentes que a rede pública está ruím, é por falta de estrutura, condições de trabalho e melhores salários sim!

  14. Fátima disse:

    Meu caro Leonardo, me parece que os comentários feitos a respeito de sua matéria, não estão sendo bem aceitos por V.Sa. pois, não considero ironia no que foi dito sobre a escola pública dos dias de hoje. Concordo também que para defender uma idéia, devemos estar bem fundamentados, ou seja ter conhecimento do que acontece de VERDADE, pois crítica por crítica, não tem significado algum. Procure ser um pouco mais tolerante em relação aos comentários, menos agressivo em suas respostas. Afinal são apenas opiniões…Não é verdade? Ah! assisti ao vídeo e não ví os prantos dos funcionários e os alunos nos muros?

    • Foram ironias em relação ao leitor Luiz Augusto da Silva. Podem defender a idéia que for, mas tem de aceitar também a contrapartida. Ninguém é obrigado a ter filha desde o começo do ano parada em casa, sem estudar, por causa de greve de professores, que, por sinal, será remunerada. Coisas do Brasil atrasado, infelizmente.

      Quanto ao vídeo, respeitei o pedido da direção de não documentar lá dentro. Mas eu sou vizinho, moro ao lado. Vi e ouvi todo o piquete, se é que posso chamá-lo assim.

      Leonardo

  15. Luiz Augusto da Silva disse:

    OK, Fernando! Agradeço a sua consideração.

    Como disse no meu último comentário, faço votos que todos estejam atuando com a consciência tranquila, para o bem da nossa sociedade.

    Infelizmente,você passa-me informações desagradáveis, como por exemplo: …sendo que na maioria das séries a aprovação é automática por lei deste governo. Mas,…(Muito cruel. Não é?).

    Apesar dos pesares, que tenhamos um final feliz.

    Meus cumprimentos.

    Luiz Augusto da Silva – poeta.

  16. Fátima disse:

    A população têm sido informada através da mídia que o Governo do Estado de São Paulo e a Secretaria da Educação do Estado fizeram declaração de que irão fazer descontos dos dias parados dos professores em greve e ainda benefícios considerados pelo Governo. Fato inclusive que os grevistas consideram ter fortalecido a manutenção dos professores que estão trabalhando por “medo” de se manifestarem em sua causa, ou seja, da profissão. “Lembrando que existe o compromisso do cidadão para com os seus credores e para com sua própria sobrevivência e de sua família”. Não entendo então… O que seria a greve remunerada?
    Tenho conhecimento que a manifestação dos professores aconteceu por toda a cidade de Olímpia, com visitas à todas as escolas, com o acompanhamento da emissora de TV , Rede Record, que acompanhou do início ao fim. Por que a referida emissora de TV não noticiou o fato ocorrido na referida escola Dalva? Será por que o ocorrido se deu somente nesta escola?

  17. Esmirna Crocov disse:

    Aqui da Filândia fiquei sabendo que temos escolas tops ai no Brasil, os niveis estão iguais os daqui, pena que fiquei sabendo que os professores estão em grave, pedi para uma amiga me mandar seu demostrativo, nossa tive até que tomar calmante os salarios dos professores com certeza não são como os daqui. Aqui somo valorizados é a uma das profissões mais bem remuneradas daqui e ainda somos respeitados pela sociedade porque ela tem consciencia que só atraves da educação podemos atingir um excelente nivel cultural. Mas parece que nem o governantes e nem a sociedade dai estão muito preocupados com isso, nem perceberam que as escolas deixaram de ser centro de ensino e viraram grandes creches e o professores babas de luxo. Parabens professores que mesmo ganhando salarios bem menores que os lixeiros daqui, e daqui a pouco os lixeiros dai tbm (sem desmerecer os lixeiros que é um trabalho digno), trabalhando com salas lotadas e mal conservadas, trabalhando mais de 15 horas por dia para não passar fome, vcs ainda conseguem mesmo que apenas em algumas escolas ser top.

  18. Blog: página pessoal, atualizada periodicamente, em que os usuários podem trocar experiências, comentários etc., geralmente relacionados com uma determinada área de interesse. Fonte: Wikicionário, um dicionário universal de conteúdo livre.

  19. Luiz Augusto da Silva disse:

    Prezado, possível “professor”, Davi Mendes. Bom dia!

    Obrigado pelo seu gentil comentário. Você mostra ser muito capaz.

    Felizmente, para melhor lhe informar, não estou matriculado na rede de ensino público, atualmente.

    Quando estudante, sempre nos colégios do governo, sou do tempo em que escola era escola e professor era professor.

    Falo com propriedade sim:

    Não tanto em relação a greve em si. Até mesmo porque, sem generalizar, existindo ou não o professor à classe é indiferente.

    Preocupa-me o nível do ensino “ministrado” hoje em dia que, salvo melhor juízo, é de péssima qualidade,seja lá qual for a razão..

    Sapientíssimo senhor: “quem tem telhado de vidro não joga pedras no do vizinho”.

    Para poupar os seus preciosos neurônios, esclareço que sou bom aluno: aprendi a ser irônico.

    Para não pecar na forma de tratamento, meu nobre senhor, despeço-me.

    PS: Agora com sinceridade: façamos nossos comentários com impessoalidade.

    Acredito que com eles visamos o bem da sociedade.

    Ao invés da ironia,cultivemos a amizade com responsabilidade.

    Não é verdade?

    Desejo-lhe um boa tarde!

    Luiz Augusto da Silva – poeta.

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