ÚLTIMA HORA

FAER espera que CNE aprove curso de Direito que a OAB negou para Olímpia

Publicado em 17 de dezembro de 2010 às 10h00
Atualizado em 16 de dezembro de 2010 às 21h03

DSC05527Estimulada com a nota máxima do INEP/MEC, Tina Riscali, que já vinha trabalhando para a obtenção do quinto curso da FAER (os atuais são Letras, Pedagogia, Matemática e Administração, além de outros cursos de extensão e especialização), o de Direito, disse que vai continuar buscando mais cursos para formar, no futuro, um Centro Universitário, estágio seguinte da Faculdade e intermediário da Universidade (que possui, em média, 60 cursos).

Quanto ao curso de Direito, a FAER recebeu uma comissão do MEC em julho do ano passado, recebendo a ‘recomendação’ para a abertura do curso. “Significa que todos os itens dos instrumentos de avaliação estavam suficientes para que pudéssemos abrir o curso de Direito na instituição”, revela Tina.

Porém, esse sinal verde esbarrou em uma normativa do MEC que, no caso de Direito, o Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-DF) opine a respeito, embora a sua avaliação, a favor ou não, não seja fator decisivo para o resultado final junto ao Ministério da Educação. Por esse Conselho, a FAER e, consequentemente, Olímpia, ficam fora da possibilidade de abrir curso de Direito sob a alegação de que a população é inferior a cem mil habitantes. O timbre foi o de que “a cidade não tem relevância social” para abrigar o curso de Direito.

Mas, como a OAB não tem força legal para impedir a abertura do curso, Tina insistiu no processo e contratou um escritório especializado, em Brasília, para cuidar do assunto, recorrendo ao Conselho Nacional de Educação (CNE).

Nessa altura, a mantenedora também mobilizou autoridades municipais e lideranças para engrossarem a reivindicação em favor de Olímpia, obtendo apoio do prefeito Geninho Zuliani (DEM), presidente da Câmara Hilário Ruiz (PT), entre outros 19 documentos, mostrando o potencial da cidade.

Foi designada, então, uma relatora para o processo, professora Maria Beatriz, da Universidade do Rio Grande do Sul, que analisará o projeto e a defesa da FAER para a obtenção do curso de Direito, derrubando a “falta de relevância social” exarada pelo Conselho Federal da OAB.

“O ponto principal é que a FAER atende não apenas Olímpia, mas também municípios da comarca e do entorno regional, número que ultrapassa facilmente os 110 mil habitantes, segundo o IBGE”, revela Tina. Da mesma forma que alunos de Olímpia também estudam em outras cidades próximas.

Em contato com a relatora Maria Beatriz, na semana passada, Tina obteve a posição de que “não se despreza o que o Conselho Federal da OAB exarou, porém a avaliação que ela fará do projeto da FAER é puramente técnico, até porque, segundo ela afirmou, se uma cidade tem vários cursos de Direito, outra instituição não poderá ser impedida, porque quem vai avaliar a qualidade será o MEC e não a relatora ou a própria OAB”.

A relatora revelou, portanto, que até o final de janeiro deverá sair um parecer acerca da pretensão da FAER em ministrar curso de Direito. “Estamos acreditando que seja favorável, porque essa relatora, especificamente, já deu parecer favorável para cidades do mesmo porte que o nosso”, assinala a mantenedora.

E, arremata: “A comunidade tem de entender que não é a faculdade, a FAER, que não tem capacidade para ter o curso de Direito, não é isso, estamos sendo impedidos, sim, até o momento, devido ao número habitacional, daí o trabalho é redobrado: além de nossa competência, temos de demonstrar ao MEC que a nossa comarca de Olímpia tem condições de receber um curso de Direito”.

***


* Fique à vontade para dar a sua opinião, mas atenção: se ele não aparecer no mesmo dia é porque, com certeza, você não leu a nossa política de comentários. No momento, está sob moderação.

Assunto(s): ,

Leia também:

4 comentários

  1. JULIO DE OLIVEIRA disse:

    PARABENS TINA, VÁ EM FRENTE OLIMPIA PRECISA DE PESSSOAS EMPREENDEDORAS COMO VOCE.

  2. Kéli Cristina disse:

    Estou torcendo para que dê certo, pois se Deus ajudar, espero ser uma das alunas da primeira turma de Direito da FAER.

  3. Ricardo Callegari disse:

    Parabens a Faer pela ousadia,Olimpia merece um curso de Direito visto que conterraneos a anos tem que se deslocar a cidades vizinhas para cursar o mesmo.Estarei aqui torcendo pra que tudo de certo!

  4. MARIA HELENA PINHEIRO disse:

    Faço votos de que a empreitada da Senhora Tina dê certo: Aplaudo de pé ! Bravo! Acredito que o ensino de graduação deve ser incentivado e o do curso de Direito, estimulado, isto porque, o ensino jurídico forma cidadãos críticos. Durante o curso, através da leitura dos clássicos da política, textos filosóficos e de sociologia, o aluno é estimulado a ter uma maior consciência crítica do mundo que o cerca, e é deste tipo de cidadãos que precisamos que exercitem o pensar, o observar. Muito do que foi escrito pelos gregos antigos e que o aluno terá contato como leitura obrigatória durante o curso, se aplica até os dias de hoje e também de outros pensadores europeus: Rousseu, Maquiavel, Hobbes, Locke…. Nosso país/cidade precisa de jovens e cidadãos, que aprofundem sua cultura intelectual e não dos alienados e acomodados que observamos diariamente, que lêem um texto e não entendem o que está escrito, qualquer progresso intelectual ainda que tímido deve ser estimulado. Recomendo o curso de Direito para todas as idades. A sociedade se renova com o ensino.

Faça um comentário