Mais de 2 milhões de correspondências podem se entregues em 30 dias na região, após greve
Os funcionários dos Correios voltam ao trabalho a partir da zero hora de hoje, depois de 28 dias de greve, mas ainda vai demorar até 30 dias para a entrega das correspondências se normalizar.
De acordo com Sérgio Luiz Pimenta, secretário geral do Sindicato dos Trabalhadores dos Correios de Rio Preto e região, que engloba Olímpia, estima-se que nos 102 municípios que integram a base sindical havia, até ontem, cerca de 2 milhões de correspondências paralisadas, entre cartas, boletos bancários, encomendas e outros itens.
Pimenta avalia que serão necessários de 20 a 30 dias para que tudo se normalize na região. Isso ocorre, explica, porque, além das correspondências à espera de andamento, há o fluxo diário normal que será retomado daqui para frente. De acordo com nota divulgada pela Agência Brasil, ontem, os Correios têm a expectativa de normalizar a distribuição de correspondência em todo o Brasil em um prazo de sete a dez dias.
Os serviços de entregas dos Correios com hora marcada, suspensos durante a greve dos empregados da empresa, só voltarão a funcionar a partir do próximo dia 24. Segundo os Correios, essa é uma medida de segurança para que não haja atrasos nas entregas que preveem um horário determinado de entrega, como Sedex 10, Sedex Hoje e Disque Coleta. Os Correios querem primeiro regularizar a entrega das cartas e encomendas comuns para depois voltar a oferecer os serviços diferenciados.
No próximo final de semana, será feito mais um mutirão nacional, com a participação dos grevistas, que vão começar a compensar os dias parados, e de voluntários de outras áreas da empresa. A categoria acata decisão judicial do Tribunal Superior do Trabalho (TST). “Não gostamos da decisão, ficou abaixo do esperado, mas é preciso acatar”, afirmou Fábio Ferraz, secretário de Emprego e Anistia do sindicato.
A decisão do TST prevê reposição na inflação de 6,87%, reajuste linear de R$ 80 a partir de outubro e um vale extra (alimentação) único de R$ 575. A reivindicação dos trabalhadores era um reajuste de 7,16%, reposição das perdas dos últimos 16 anos de 24% e reajuste linear de R$ 400. Segundo Ferraz, cerca de 300 funcionários dos Correios voltam ao trabalho hoje e devem levar duas semanas para fazer a entrega de mais de um milhão de correspondências e encomendas que deixaram de ser entregues em 102 municípios da área de atuação do sindicato durante o período de greve. (Diarioweb)
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Assunto(s): Greve





