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Mais de 2 milhões de correspondências podem se entregues em 30 dias na região, após greve

Publicado em 14 de outubro de 2011 às 13h21
Atualizado em 14 de outubro de 2011 às 13h21

Os funcionários dos Correios  voltam ao trabalho a partir da zero hora de hoje, depois de 28 dias de greve, mas ainda vai demorar até 30 dias para a entrega das correspondências se normalizar.

GO - CORREIOS/GREVE - GERAL - ATENÇÃO: FOTO EMBARGADA PARA JORNAIS DE GOIÁS. Correspondências paradas na agência dos   Correios da Vila Brasília, na cidade de Goiânia (GO), nesta quinta-feira, 10.  A greve dos   funcionários da ECT (Empresa de Correios e Telégrafos) chegou nesta quinta-feira ao 10º dia. Segundo a  empresa, 70 milhões de   correspondências estão com as entregas atrasadas.   10/07/2008 - Foto: DIOMÍCIO GOMES/O POPULAR/AE

De acordo com Sérgio Luiz Pimenta, secretário geral do Sindicato dos Trabalhadores dos Correios de Rio Preto e região, que engloba Olímpia, estima-se que nos 102 municípios que integram a base sindical havia, até ontem, cerca de 2 milhões de correspondências paralisadas, entre cartas, boletos bancários, encomendas e outros itens.

Pimenta avalia que serão necessários de 20 a 30 dias para que tudo se normalize na região. Isso ocorre, explica, porque, além das correspondências à espera de andamento, há o fluxo diário normal que será retomado daqui para frente. De acordo com nota divulgada pela Agência Brasil, ontem, os Correios têm a expectativa de normalizar a distribuição de correspondência em todo o Brasil em um prazo de sete a dez dias.

Os serviços de entregas dos Correios com hora marcada, suspensos durante a greve dos empregados da empresa, só voltarão a funcionar a partir do próximo dia 24. Segundo os Correios, essa é uma medida de segurança para que não haja atrasos nas entregas que preveem um horário determinado de entrega, como Sedex 10, Sedex Hoje e Disque Coleta. Os Correios querem primeiro regularizar a entrega das cartas e encomendas comuns para depois voltar a oferecer os serviços diferenciados.

No próximo final de semana, será feito mais um mutirão nacional, com a participação dos grevistas, que vão começar a compensar os dias parados, e de voluntários de outras áreas da empresa. A categoria acata decisão judicial do Tribunal Superior do Trabalho (TST). “Não gostamos da decisão, ficou abaixo do esperado, mas é preciso acatar”, afirmou Fábio Ferraz, secretário de Emprego e Anistia do sindicato.

A decisão do TST prevê reposição na inflação de 6,87%, reajuste linear de R$ 80 a partir de outubro e um vale extra (alimentação) único de R$ 575. A reivindicação dos trabalhadores era um reajuste de 7,16%, reposição das perdas dos últimos 16 anos de 24% e reajuste linear de R$ 400. Segundo Ferraz, cerca de 300 funcionários dos Correios voltam ao trabalho hoje e devem levar duas semanas para fazer a entrega de mais de um milhão de correspondências e encomendas que deixaram de ser entregues em 102 municípios da área de atuação do sindicato durante o período de greve. (Diarioweb)

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