Casa que mulheres construirão no curso "Mãos à Obra" será sorteada no final para uma delas. Lançamento foi hoje na Casa de Cultura
ATUALIZADO –
As vinte mulheres que aprenderão, durante 150 dias, profissões do canteiro de obras da profissão civil, de servente à pintora, ao mesmo tempo em que construirão uma casa de dois dormitórios, concorrerão, ao final do curso, desde que não tenham faltado um dia, ao próprio produto final, ou seja, à casa que ela ajudou a construir enquanto aprendia uma profissão.
O programa "Mãos à Obra", idealizado pela presidente do Fundo Social de Solidariedade, primeira dama Fernanda Mendes Zuliani, foi apresentado hoje à noite na Casa de Cultura, na presença das alunas, familiares, autoridades civis e militares (todo o Tiro de Guerra esteve presente) e convidados.
Além do prefeito e primeira dama, fizeram parte da mesa principal o secretário de Obras Gilberto Tonelli Cunha, os vereadores Luiz Salata e Gustavo Zanette, o sargento Peter Paul Aoki, chefe de instrução do TG, e a delegada da DDM (Delegacia de Defesa da Mulher), Maria Tereza Vendramel.
“No início ficamos com medo, mas depois pensamos: por que não? Afinal, é uma profissão. Se aprender e conseguir um trabalho com certificado na mão é o nosso sonho, então vamos lá”. A afirmação é da dona de casa Leisa Michele dos Santos, uma das 20 mulheres que participarão do projeto.
“A ideia surgiu quando eu assistia a um programa de televisão, onde se falava muito da falta de mão obra qualificada em vários seguimentos no País. Aí eu pensei: se já tem mulheres exercendo as profissões de motoristas, taxistas, por que não elas atuarem também na construção civil?”, disse Fernanda durante o lançamento.
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A presidente do Fundo Social levou a proposta ao prefeito, que a princípio achou inusitado, mas depois percebeu que era um projeto interessante. “Hoje temos mulheres atuando tanto como executiva em uma multinacional ou até mesmo nos trabalhos braçais mais simples. Percebi que a Fernanda teve realmente uma ideia fabulosa devido ao campo em crescimento e a falta de mão de obra neste seguimento em todo País”, ressaltou o prefeito.
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Segundo o coordenador do projeto, engenheiro Renê Galletti, o curso terá duração de 150 dias, no total, para o cumprimento de todas as etapas – 25 horas de aulas teóricas, parte de segurança no trabalho, que será ministrada pelo especialista em Segurança do Trabalho Marco Parolim de Carvalho, preparação do terreno e acabamento da obra. “Acredito neste projeto”, afirmou Galletti.
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Embora seja um ramo masculino de trabalho, o engenheiro não tem dúvidas que “essas mulheres vão descobrir o potencial que elas têm”. “As participantes vão aprender todas as fases de uma obra e “com esse conhecimento geral, cada uma poderá buscar amanhã ou depois uma especialidade”, acrescentou.
A casa será construída em um terreno doado pela Prefeitura. A autorização da doação da área, por meio de projeto de lei do executivo, já foi aprovada pela Câmara.
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O trabalho prático, ou seja, a obra propriamente dita, será feito aos sábados, das 7 às 18 horas. “Optamos pelos finais de semana para não cansar e nem comprometer o dia a dia das mulheres”, explica Galletti.
O sorteio da casa, segundo Fernanda Zuliani, será feito na Câmara Municipal. “Além de ser uma forma de agradecermos aos vereadores que apoiaram e votaram no projeto, a comunidade também poderá acompanhar o processo, os familiares poderão comparecer e a imprensa registrar. Queremos mostrar o resultado com muita transparência”, frisou a primeira-dama.
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VOLUNTÁRIOS
Os professores do curso ‘Mãos à Obra’ são profissionais que atuam direta ou indiretamente na administração e por isso não haverá custos para a Prefeitura. “São parceiros do nosso governo e vão colaborar sem ganhar”, afirmou o prefeito, citando como exemplo o engenheiro Renê, funcionário da Prefeitura, e o mestre de obras Claudemir Antonio Beloni, o Miro, que presta serviços.
“Fico feliz em poder ensinar, passar o que aprendi em 20 anos de profissão. Essas mulheres vão ganhar, a construção civil ganha e Olímpia mais ainda”, disse o mestre de obras. “Onde a mulher trabalha a economia é de mais de 17%”, informou.
O vice-prefeito Gustavo Pimenta também considerou uma iniciativa inovadora. “Como secretário de Assistência Social conheci muito projetos, mas confesso que esse me surpreendeu. Achei ótimo para a realidade do nosso município. O setor da construção civil está em alta e tenho certeza que essas mulheres estão garantidas no mercado de trabalho”.
O vereador Luis Antonio Moreira Salata destacou o trabalho realizado pela primeira-dama. “Isso mostra o dinamismo da administração municipal, especialmente da primeira-dama. Em menos de uma semana o Fundo Social lançou três grandes projetos, esse das mulheres na construção civil, o concurso Miss e Mister Olímpia, com cunho filantrópico, e o curso de costura industrial. A Fernanda tem vocação pela vida pública, por isso eu parabenizo seu trabalho e também ao prefeito Geninho”.
O vereador Guto Zanette disse que está ansioso para ver o resultado do curso, ou seja, a casa construída pelo grupo. “Fique surpreso quando esse projeto chegou na Câmara para ser votado. Vi que era uma coisa nova, diferente, e não tive dúvidas em aprovar”.
Assunto(s): Curso, Fundo Social






mais um otimo projeto da Prefeitura Municipal de Olimpia e eu como atirador fiquei impressionado com a determinaçao dessas mulheres que estao de parabens!
Parabens Geninho sempre inovando.