Olímpia será palco do lançamento de quatro selos postais retratando as Lendas do Folclore a pedido do líder do governo Luiz Salata
A Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos lança do dia 23 de julho, durante a abertura do 47º Festival do Folclore, em Olímpia, uma minifolha com quatro selos e uma quadra de selos (de emissão especial) retratando as Lendas do Folclore Brasileiro.
Os personagens foram dispostos pelo artista em quatro selos, formando uma quadra. Na elaboração dos selos, o artista Jô Oliveira utilizou a técnica de desenho.
A iniciativa é do vereador Luiz Salata (PP), líder do governo, com apoio do prefeito Geninho Zuliani (DEM), através de requerimento aprovado em fevereiro deste ano.
No canto superior esquerdo, a imagem do Curupira montado num porco do mato, assustando um possível agente do desmatamento, representado por um homem e uma serra elétrica que derruba a árvore. No canto superior direito, a Mãe-do-Ouro emerge das águas com uma bola de fogo nas mãos, sintetizando a inspiração para um garimpeiro.
No canto inferior esquerdo, as figuras do Boto e de uma jovem gestante, alude à lenda da sedução de mulheres por um homem desconhecido.
No canto inferior direito, a Mula-sem-cabeça, que teria sido uma mulher, amante de um padre, este representado dentro da imagem de uma igreja. Como imagem de fundo, a natureza, onde predomina o verde simbolizando a mata com muitas plantas, frutos e animais; o rio isola os personagens como uma ilha de difícil acesso, reportando ao imaginário.
A quadra de selos também está disposta em uma minifolha, que divulga, no canto superior direito, a logomarca da Exposição Filatélica Brasileira – BRAPEX 2011, que acontece no período de 3 a 9 de outubro no Centro Cultural dos Correios, em Recife (PE).
REQUERIMENTO DO VEREADOR
Considerando que, existe uma grande expectativa para a próxima edição do 47º Festival Nacional do Folclore de Olímpia, desta feita a ser realizado no período de 23 a 31 de julho de 2011, evento cultural que atinge plenamente os seus objetivos de difundir o folclore, contribuindo para a sua preservação, fortalecer a consciência e unidade nacionais, celebrar o mês do folclore, estimular e cultivar a atividade de grupos folclóricos de vários pontos do país, promover o estudo e a apreciação de fatos folclóricos;
Considerando, ainda que, esta grandiosa festa, que se distingui pela magnitude de seus propósitos de tão relevante realização, é a esperança que nos alegra e da qual Olímpia é a mensageira junto ao povo brasileiro, sendo de conhecimento que a empresa Correios, planeja neste ano lançamento oficial em âmbito nacional de conjunto de selos com o tema cultura popular, enfocando o folclore brasileiro.
Considerando que, a conjunção de esforços de olimpienses idealistas resulta sempre em belíssimo e inesquecível espetáculo, o festival da cultura brasileira, uma festa de todos, a verdadeira festa do povo, momento adequado para uma verdadeira celebração do oportuno evento de lançamento que a empresa Correios objetiva realizar em homenagem à cultura popular
REQUEREMOS, nos termos regimentais, ouvido o Plenário, que seja oficiado ao ilustre engenheiro LUIZ ROBERTO PAGANI, Diretor Regional São Paulo da Empresa Brasileira de Correios, objetivando que se digne solicitar as devidas gestões junto aos setores competentes da empresa para que o lançamento oficial, em âmbito nacional, do conjunto de selos com o tema Cultura Popular (boto, curupira, mãe de ouro e mula sem cabeça) seja realizado de forma exclusiva na cidade de Olímpia, durante as celebrações do 47º Festival Nacional do Folclore de Olímpia – FEFOL, que será realizado no período de 23 a 31 de julho de 2011, contribuindo de forma inestimável para a cultura de nossa cidade.
Sala das Sessões “Professora Dona Oscarlina de Toledo Bonilha”, em 04 de fevereiro de 2011
Eng. LUIZ ANTONIO M. SALATA
Vereador
Líder do Prefeito
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Exmo Sr Vereador Luiz Antonio Moreira Salata, boa noite!
Permita-me passar à informalidade: amigo Salata, mais uma vez percebo que no sussurrar do silêncio existe um forte brado! Parabéns! Seriam ínfimas as minhas palavras diante deste pedido que “contribui para difundir,preservar e fortalecer a consciência e unidade nacionais no mês do folclore e, também, para estimular e cultivar a atividade de grupos folclóricos de vários pontos do país, promover o estudo e a apreciação de fatos folclóricos”.
Permita-me adicionar,fragmentadamente, o tema II – Capital do Folclore, publicado no livro “O Arco-íris das Poesias , de minha autoria, lançado no 44 Festival, em 2008, quando foi homenageado o estado da Paraíba.
Paginas 15 a 17
RESUMO HISTÓRICO DO FOLCLORE OLIMPIENSE
Originado da expressão “FOLK-LORE”, folclore significa a ciência que estuda os costumes tradicionais de um povo.
Ao escrever sobre este tema , fico convícto de que os contos anônimos, continuarão vivos e que proporcionarão às futuras gerações conhece-los, curiosamente, como hoje acontece comigo.Destaco a cidade de Olímpia – SP, Capital Nacional do Folclore, que através de uma exposição ensaiou os primeiros passos folclóricos, auxiliada por alunos e professores do município, exibindo um acervo simples, exposto ao público em um salão cedido pela antiga “Taba do Carajá”, na Praça da Matriz. Aprimeira exposição folclórica foi criada em 21 de agosto de 1965. Os pioneiros dos assuntos tradicionais foram os professores Victório Sgorlon e José Sant’Anna.
Após a primeira exposição houveram vários festivais. No período de 02 a 10 de agosto de 2008 realizou-se o 44 festival, no Recinto do Folclore,que prestou homenagem ao estado da Paraíba.O evento foi realizado pela Associação O´limpiense de Defesa do Folclore Brasileiro, sob a responsabilidade da professora Rosali Gobato Ducati.Contou , como nas grandes festas anteriores, com a presença marcante de Grupos Folcóricos, oriundos dos diversos Estados da Federação, os quais trouxeram em suas bagagens as danças; canções; hábitos e costumes; artesanatos; lendas e crendices, caracterizando as suas apresentações.Engrandece a admiração por esta cultura o Museu de Historia e Folclore fundado pelo professor VICTÓRIO SGORLON e esposa, criado neste município com a participação especial do interventor, doutor Alfonso Lopes Ferraz, que cedeu um prédio para sua instalação que se localizava na avenida XV de Novembro, atualmente, avenida Deputado Waldemar Lopes Ferraz. Posteriormente, em agosto de 1982, foi tranferido para um palacete construído pelo senhor Giosué Tonanni, em 1925. O construtor nasceu em Ubertide – Perugia – Itália e veio para o Brasil em 1889.Com a transferência o museu passou a denominar-se Museu de História e Folclore Maria Olímpia, situado à Rua David de Oliveira, 420 aberto às visitações das terças as sextas-feiras, entre 07:00/11:00 e das 13:00 as 17:00 horas.Nos registros tradicionais da imprensa desta cidade, observa-se a existência de uma página literária ,inserida no Jornal Voz do Povo, que após algumas edições passou a ser publicada com o título de FOLCLORÁRIO. A primeira foi editada em 04 de junho de 1966, sendo que os professores Victório Sgorlon, Fernando de Freitas e José Sant’anna, contribuiam com as ilustrações.O professor VICTÓRIO SGORLON e sua esposa LOURICE ARUTIN SGORLON – professora – registravam naquela página pesquisas sobre benzeções, medicina rural e culinária braileira tradicional.Contamos com a Casa de Cultura que em sua biblioteca, situada à rua São João – 249 – Centro, preserva riquíssimo acervo histórico e folclórico para pesquisa e estudos.Recentemente, o professor José Maria de Jesus Marangoni editou sua obra: Olímpia – Cidade Menina Moça – em três volumes que com riqueza de detalhes conta a história deste município abrangendo o peródode 1857/2005.Convem ressaltar que o Anuário do Folclore, em suas edições, informa sobre o festival ocorrido e as atividades folclorísticas do ano subsequente, conservando as nossas tradições culturais.Devemos grande parte desta narrativa ao inesquecível professor José Sant’Anna. Tão nobre admirador do folclore nasceu no dia 08 de julho de 1937 e faleceu em 08 de janeiro de 1999.O Grupo Moçambique prestou-lhe homenagem durante a realização do 42 festival em agosto do ano de 2006.Aproveito para ratificar tal feito. Antes que seja tarde enalteço neste plano a todos que contribuiram e/ou contribuem para que a cultura folclorística permaneça viva.Envolvido pela quimera componho versos que retratam personagens fantásticas que habitam um “Mundo Mágico” e encantador, criado pelas histórias que o povo conta.
Vejamos:
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Página 18
Cobra com Chifres
Estando à beira do rio
Tranqüilamente a pescar,
Cuidado!Às proximidades:
-Há um monstro a espreitar.
É um tipo de serpente
Que o povo faz lembrar
Que traiçoeiramente
Pronta está prá atacar.
Contos muito antigos
Destacam as esquisitices
De uma cobra de fogo:
_Enorme!Grandes chifres!
Ao se movimentar:
_Faz chuá…chuá…
Barulho estarrecedor
Do lendário BOITATÁ.
Há quem alimente para
Esta lenda reforçar
Que ela se apresenta
Como tronco a queimar.
Embora incandescente
Consiga na água viver
Também livra as florestas
De queimadas acontecer.
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Página 19
Curupira
É um ferrenho anão,com:
_Cabelos avermelhados.
Com dentes esverdeados
E tem os pés bem virados.
Ao ouvir um “fino” grito,
Um bater forte!Com ira!
Saiam logo correndo:
_É o temido CURUPIRA.
Cuida bem das árvores
Gosta muito dos animais:
-Com eles se preocupa
Diante dos vendavais.
Abomina os que caçam
Atitude que contesta:
_Deixa os infratores
Perdidos na floresta.
Usa sábia estratégia
Que as vítimas engana
Atraindo-as ardilmente:
_ Imita a voz humana.
Durante o nosso festival
Ocorria uma curiosidade:
_Entregavam ao CURUPIRA
A chave da nossa cidade.
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Mulher Descabeçada
A mula sem cabeça
É mulher sem sorte.
Sofre por castigo:
_Namora o sacerdote!
Na noite de sexta feira; é
Encantada na encruzilhada.
Com fortes freios de ferro:
_Se retirados; será perdoada!
Se não tem cabeça…
Pense nesse encanto.
Como pode usar freio?:
_Usa sim! É só um conto.
Seu corpo é integral:
O quê é confirmado
Quando pelas ventas
Um fogaréu é lançado.
Encantada…:
_Relincha a galopar!
Descabeçada…:
_Ao celibato ultrajar!
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Página 22
O moleque
O, moleque, saci-pererê
É um travesso negrinho.
Usa carapuça vermelha e
Viaja!Viaja no redemoinho.
Usa um cachimbinho
E vive sempre pelado.
Tem um perna só…
Olhos avermelhados!
Muito cômico! Muito arteiro!
Gosta de ao galope cavalgar.
Gosta de revirar os ninhos
E, pontas das agulhas quebrar!
Ostentar patuá com alhos:
É eficaz!Dá bons resultados.
Livrando quem ele ostenta
Dos atos desastrados!
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Parabéns, cultura folclórica com o amigo poeta…
Repetindo:
Página 20
Homem Lobo
Mãe que tem sete filhas
Se o oitavo for menino:
_Será um LOBISOMEM.
Oh! Que triste destino.
Ao completar treze anos
Passará a ser encantado.
No meio da encruzilhada:
_Em lobo será transformado.
No corpo “nascem” pelos
As orelhas começam crescer
Os olhos ficam avermelhados
Seus uivos fazem tremer.
Acontece a metamorfose
Sempre numa sexta-feira
Após a transformação
Assusta a cidade inteira.
Ao fim da madrugada
Antes de o sol raiar:
_Ele ruma para casa
E a ser gente voltará.
Se voce o encontrar
E quiser desencantar.
Na cabeça do bicho :
_Forte; deve golpear!
Tenha muita cautela:
_Se o sangue esguichar
E na tua pele tocar
Outro encanto surgirá!
Autor: http://www.facebook.com/luizaugusto.dasilva
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Vejamos agora poemas de minha autoria, não publicados no livro “O Arco-íris das Poesias”, com adaptações à musica (a pedido) pelo Grupo Folclórico Charme Caboclo, do estado do Pará:
1. O Boto
Moço bonito e descalço.
Às margens ribeirinhas.
Passeia, sorrateiro ,
(todo de branco)
A procurar mocinhas.
Não demora, quase nada.
Para cabocla avistar
Que por ele é encantada
Sob a luz / do luar.
Luar de linda noite
Luar que irradia
Luar do boto moço
Moço que enfeitiça. (2x)
Em um “passe de mágica”
Começam a namorar,
Intensamente, atéeeeeee
Ate o sol raiar.
Luar de linda noite
Luar que irradia
Luar do boto moço
Moço que enfeitiça.
Ao amanhecer
O encanto se desfaz.
O boto mergulha:
Convencido! Satisfeito!
(E Sem olhar pra trás)
Abandonada! Fica a cabocla:
Conquistada! Apaixonada!
Esperando que ele volte
Na próxima madrugada.
Autor: http://www.facebook.com/luizaugusto.dasilva
Adaptação à musica: Alessandro Lobato/Paulo Kçula
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2.Vitória Régia
O astro das noites
brilha no céu soberano
com seus raios iluminados
fica tão cobiçado
por belas cunhãs
que na terra habitavam.
A lua brilha, naiá suspira
vai atrás desse amor desejado.
De uma índia cunhã pela lua encantada.
Uma lágrima cai no igarapé.
De uma face apaixonada
Em noite linda no rio refletida
Naiá faz às águas o seu corpo mergulhado.
Para abraçar o amor, por ela desejado.
REFRÃO:
Transformada em Bela flor
e na amazônia faz morada
Vitória Regia
espalha seu perfume
em noites iluminadas.
(Lua minha lua, minha luz
não sou do céu estrela
sou estrela d’ água
contigo no meu coração.)
Autor: http://www.facebook.com/luizaugusto.dasilva
Adaptações:Alessandro Lobato/ Paulo kçula
Abraços fraternais! Amanhã tem mais..(risos)
Boa noite e um belo despertar para todos os meus amigos, às minhas amigas e familiares.
Muito obrigado! Muito obrigado mesmo….
Tchauuuu…
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Meu amigo Leonardo, boa tarde! Desculpe-me o retardo!
Voce sabe que sou um anafabyte muito enrolado. Se não fosse atavés do seu magnífico blog e do pedido do vereador Salata acatado estes poemas, também aqui, não estariam publicados.Não estou!: Somos parabenizados! Muito obrigado!
Abraços cavalarianos e vamos que vamos!
http://www.facebook.com/luizaugusto.dasilva
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Obrigado pela amizade e carinho de sempre, amigo poeta… Bom feriado. Abs cavalarianos.