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Folclore de Olímpia lamenta a morte de Deífilo Gurgel, do RN, amigo e incentivador do Fefol

Publicado em 07 de fevereiro de 2012 às 14h51
Atualizado em 07 de fevereiro de 2012 às 14h54

O poeta e folclorista Deífilo Gurgel, do Rio Grande do Norte, que faleceu na manhã desta segunda-feira (6), às 11h50, em decorrência de falência múltipla dos órgãos, será velado às 17h no Cemitério Morada da Paz, em Emaús, e o sepultamento também acontece hoje às 20h no mesmo local.

Amigo pessoal de José Sant’anna, também falecido, professor e criador do Festival de Folclore de Olímpia (Fefol), a notícia sobre a morte do pesquisador repercutiu com tristeza na Coordenadoria dos Festivais de Olímpia, especialmente entre a coordenador Cidinha Manzolli e Toninho Clemencio, que acompanhou o trabalho de Deífilo, inclusive nas edições mais antigas do Fefol.

Exposição de CaricaturasA notícia foi dada pela própria família Gurgel, em nota de falecimento publicada na internet, e a informação confirmada pela direção do hospital PAPI, onde o pesquisador estava internado na UTI desde o último dia 21 de janeiro.

No ano passado, na 47ª edição do Festival de Olímpia, em que o seu Estado, o RN, foi homenageado, o folclorista Deífilo Gurgel enalteceu a autenticidade do grupo e a importância da participação do grupo das pastorinhas, o Pastoril Dona Joaquina, no festival: “São descendentes diretos das pastoras do Pastoril Estrela do Norte, que dançavam muito antigamente e incentivavam o folclore de São Gonçalo. São autênticos e realizam um bonito trabalho com essa garotada. Tanto que foram chamados pela primeira vez no Festival – que é o maior do Brasil em matéria de folclore – e não pararam mais”, que lembra ter incentivado a presença do grupo de Chegança de Baía Formosa no evento e ainda a participação do Boi Calemba de Pedro Velho.

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1 comentário

  1. Sephora Bezerra disse:

    Prezado Concon, obrigada por publicar sobre tão importante pesquisador e folclorista potiguar. Mas, sobretudo, publicar da imensa dor que enche os corações das pastorinhas.

    Escrevi um pequeno texto nesta primeira manhã sem nosso querido Professor Deífilo.

    BOM DIA TRISTEZA!
    Séphora Maria Alves Bezerra

    Professor Deífilo Gurgel foi amigo de minha avó Jéssica, desde os primeiros momentos em que esteve em São Gonçalo do Amarante para conhecer o Boi de Seu Pedro Guajiru cujo alumbramento ele sempre falava a todos, do meu pai Marcel, aliás quando escreveu o livro sobre nosso Município, inúmeras foram as aventuras que viveram juntos – ele, meu pai e Wagner Varela e me honrou com amizade e consideração. Me mencionou inúmeras vezes em suas entrevistas e pesquisas em vários momentos nestes últimos anos, especialmente pela pesquisa, pelo cuidado com a revitalização dos pastoris e lapinhas.
    Inúmeras tardes passei conversando com o Professor Deífilo em sua residência, embaixo das árvores do seu quintal; inúmeras foram as vezes que Dona Zoraide me preparou lanche, pois marcava com ele uma conversa de 40 ou 50 minutos e esta se estendia por 3 ou 4 horas.
    Ele me dotou de privilégios inimagináveis ao me ajudar quando da homenagem do RN em Olímpia/SP. Me ajudou a destacar os grupos mais importantes do RN, claro que muitos não puderam ir, pois faltou condições financeiras. Me cedeu duas de suas mais importantes coleções: a de fotografias e a de livros. E só não viajou com o Pastoril Dona Joaquina por causa de sua cirurgia recente, mas me ligou várias vezes para saber como estavam as homenagens ao grupo e ao nosso amado Estado.
    Não posso esquecer do seu carinho, de sua orientação e dos seus telefonemas, como se necessitasse dos meus conhecimentos. Meu Deus! Ele era o Mestre.
    Difícil descrever o que sinto agora: tristeza, pobreza, frio… não sei. Desamparo, eu acho.
    Professor Deífilo era uma árvore frondosa como nos disse seu filho ontem em seu sepultamento. Acolhia a todos com a simplicidade daqueles que são ávidos pela vida. Jamais se furtou, se negou por ensinar. Na realidade seu modo de vida era o de “todos nos ensinam”.
    Dizer adeus ao Professor me fez dizer adeus a um homem cuja dignidade estava acima de tudo; me fez dizer adeus a um homem destinado a ensinar; me fez dizer adeus a alguém além do seu tempo; um ho e homem cuja luz era intensa e bela.

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