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FAER lança "Café & Poesia" no formato dos antigos cafés literários: cultura, chá e biscoitos

Publicado em 21 de outubro de 2010 às 10h43
Atualizado em 21 de outubro de 2010 às 11h16

cafe4A FAER lançou o “1º Café & Poesia” ontem, quarta-feira (20) às 19h, na biblioteca da faculdade, contou com a presença de professores, alunos e convidados, com o objetivo de valorizar a cultura, descobrir talentos poéticos, reunir poetas e artistas da comunidade.

A abertura do evento se deu com a declamação feita pelos professores Genival Miranda e Bianca do poema “Rifa-se um Coração” de Clarisse Lispector. Em seguida, a professora de literatura, Olinda Aleixo, explicou sobre o projeto “Café e Poesia” e apresentou o convidado, professor, escritor e poeta olimpiense, Ivo de Souza, que falou sobre a sua vida de educador e o do trabalho na literatura como escritor de poemas.

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cafe8O poeta disse que o trabalho com poesia “é muito árduo, é necessária muita dedicação, ser muito observador e perceber as coisas mais simples que muitas vezes passa despercebida dos olhos da grande maioria”.

Para a professora de literatura Olinda Aleixo, o projeto “Café e Poesia” é uma atividade Cultural “no formato dos antigos cafés literários, onde seus participantes têm a oportunidade de declamar e ouvir boa música, sonetos, poesias e crônicas, sempre regadas a um café acompanhado de biscoitos e outros quitutes”.

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O principal objetivo é valorizar a cultura, descobrir talentos poéticos, reunir poetas e artistas da comunidade, afirma Profª Olinda.

Estava presente um dos alunos do professor Ivo de Souza, que hoje é recém formado em Direito, passou na prova da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) com louvor, e já esta atuando com escritório em Olímpia, Daniel Joaquim Emilio.

Segundo Genival Miranda, “os encontros serão mensais e a expectativa é que a comunidade olimpiense participe com muito interesse por esse projeto, que estará aberto para quem tiver interesse, uma oportunidade de reunir pessoas de todas as artes”.

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“As atividades do Café e Poesia acontecerão de forma livre e criativa e atenderá um calendário e divulgação antecipada”, conclui o professor.

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7 comentários

  1. Luiz Augusto da Silva disse:

    Parabéns Leonardo pela bela e motivadora matéria literária.

  2. Educandário Frei Roque Biscione disse:

    O Educandário Parabeniza a iniciativa da Faculdade FAER promover tal evendo que estimula o fazer artístico. Na oportunidade, também parabenizamos o Ilustre Professor e Poeta Ivo de Souza, pelo seu trabalho e dedicação à literatura e pelo seu talento artístico. Parabéns Leonardo pela divulgação!!!

  3. Luiz Augusto da Silva disse:

    CURIOSIDADE:

    Da mentira da arte

    “A arte é uma mentira”. Vista desse jeito, meio de relance e sem maiores compromissos ou preocupações de origem, bem poderia parecer que esta frase tivesse sido proferida por uma pessoa que não gosta de quadros, de música ou de literatura. Poderíamos ainda ir mais longe e imaginar alguém tentando provar a quase óbvia inutilidade da manifestação artística. Afinal, pra que pintar quadros, compor músicas ou escrever livros, se o mundo precisa mesmo é de cereais, tecidos e máquinas a vapor? Sim, a arte não raras vezes sofre desta profunda indagação referente à sua função, e na maior parte das vezes anuncia, de peito aberto – seja em seu produto final, seja em seu processo de criação -, aquilo que de mais subjetivo existe na alma humana. A arte é uma mentira, tanto quanto o é o universo dos sonhos e do indizível.
    Mas o caso é que a afirmativa pertence a Pablo Picasso. Ele mesmo, aquele pintor doido que em suas telas mobilizava as várias angulações da imagem, e que se tornou, por esta razão e pela originalidade de concepção, o personagem central de um movimento da vanguarda européia nas artes plásticas, o Cubismo. O pintor espanhol, porém, não parou por aí, e a afirmativa, em sua inteireza, é – “A arte é uma mentira que revela a verdade”.
    Revelar uma verdade não deve ser pouca coisa, e talvez seja neste segundo passo da afirmativa que Picasso tenha acertado em cheio um outro componente da função artística. Na tela Guernica, uma de suas mais conhecidas obras, as imagens da Guerra Civil Espanhola, pintadas lá no final dos anos de 1930 sob o olho onisciente do artista, têm a possibilidade de esmiuçar os vários ângulos da natureza sanguinolenta que reside no poder de Estado e nas instituições, bem como no infindo palco da guerra humana. Guernica sim é uma mentira em tinta e tela, mas que revela a verdade, aquela, que vai além do fato em si mesmo. A verdade da tela perdura, estações afora, na universalidade e na reflexão posterior da cultura. E já não mais a imagem da guerra vem permeada pelo medo imediato dos fuzis e das bombas – vem sim permeada pelo alto risco, insólito e sombrio, que reside em todo organismo social. É aí que o gênio do artista faz com que seu produto, a arte, seja o pivô da memória, da consciência coletiva e da possibilidade de fazer uma pergunta – uma profunda pergunta.
    E, pois, qual será essa pergunta, e onde ela reside? Positivamente, mais que discursar sobre a verdade, a mentira e a alma humana, e muito mais que fornecer uma cena ou um dado subjetivo ou empírico, a arte possibilita uma reflexão insubstituível. Ela forja um descolamento do homem daquele lugar pequeno e circunscrito à realidade trivial, e faz com que este mesmo homem, de posse das imagens da criação artística, se pergunte, em sério – o mundo é assim? Lá, em Guernica, é assim que o mundo é, referido na verdade profunda de uma mentira aparente, e só aparente.

    Referências:
    http://planeta.terra.com.br/arte/marcossosa/16.htm

    Copyright Centro Vegetariano. Reprodução permitida desde que indicando o endereço: http://www.centrovegetariano.org/literatura/Article-367-Da%2Bmentira%2Bda%2Barte.html

    Pesquisa google em 22 de outubro de 2010.

  4. Gerson Rodrigues de Castro disse:

    Parabenizamos aos alunos e professores da FAER pelo empenho de promoverem a leitura da poesia e a arte declamatória. Vejo que dão continuidade aos ensinos de antigos professores como Maria Antonieta de Barros Furquim e Jaime Leal da Costa Neves, entre outros da década de 1960, que me ensinaram através da poesia ver a vida mais bela !
    Seria fosse possivel perguntaria da possibilidade de ser informado das datas das proximas apresentações do evento “Café & Poesia” ?

  5. Pietra disse:

    Acho que poderiam ter fotografado as fotos no mural, pois estavam lindas! Eram da família Sablewski, certo?

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