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Correios homenageiam a cidade de Ouro Preto com selo e cartão-postal na sexta-feira

Publicado em 04 de julho de 2011 às 7h28
Atualizado em 04 de julho de 2011 às 7h28

Com o compromisso de mostrar as riquezas culturais do Brasil, os Correios lançam na próxima sexta-feira (8), um selo (de emissão comemorativa) e um cartão-postal em homenagem a cidade de Ouro Preto (MG), o maior conjunto barroco brasileiro. Uma linda cidade setecentista em pleno século XXI, que enriquece os valores culturais e históricos do Brasil.

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Com arte de Luciomar S. de Jesus, no canto superior esquerdo está representada a produção aurífera de Vila Rica (a atual Ouro Preto) do século XVIII. A bateia, principal instrumento de extração, a barra de ouro quintada, o ouro em pó guardado em sacos, e as moedas de ouro.

Ao fundo, surge o casario, com seus telhados, tendo, em primeiro plano, a igreja de Carmo. Acima, no fundo azul, destaca-se o Pico do Itacolomi, com sua silhueta imponente, que no passado serviu como ponto de referência para os primeiros desbravadores.

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No centro, erguese a estátua de Joaquim José da Silva Xavier – O Tiradentes, monumento inaugurado em 21 de Abril de 1894, de autoria de Virgílio Cesteré, e representa os ideais de liberdade do povo brasileiro. No canto inferior direito, aparece a casa de Câmara e Cadeia, construída entre 1784 a 1846 por C. Manuel Ribeiro, para sediar a estrutura administrativa de Vila Rica; hoje, transformado em Museu da Inconfidência, o edifício guarda um valioso e diversificado acervo museológico. Foi utilizada a técnica de pintura.

Com uma tiragem de 240 mil exemplares, cada selo custará R$ 1,10. Já o cartão-postal, terá uma tiragem de 3 mil unidades ao preço de R$ 1,05 cada.

As peças filatélicas poderão ser adquiridas nas agências e na loja virtual dos Correios (www.correios.com.br/correiosonline).

HISTÓRICO

A cidade de Ouro Preto comemora os 300 anos da criação de sua cidadania. No dia 8 de julho de 1711, o governador da Capitania de São Paulo e Minas de Ouro, Antônio de Albuquerque, criou a Vila Rica, reunindo os arraiais da região do ouro preto, aos pés do monumental Pico do Itacolomi. A carta de lei de Dom Pedro I, em 20 de março de 1823, deu a Vila Rica o título de Imperial Cidade de Ouro Preto. Vila era o que, hoje, se entende por cidade, sede municipal.

Imagem-do-cartão-postal-frente-e-verso_300-anos-Ouro-Preto_MGO rio das Velhas, um dos mais importantes de Minas – tanto do ponto de vista geográfico quanto histórico – nasce em Ouro Preto, onde no formoso Vale do Tripuí foram encontradas as primeiras amostras do eldorado. Não se sabe ao certo quem descobriu a primeira pepita de ouro, mas, decerto, o anônimo descobridor ficou curioso com aquelas pedrinhas escuras. Ouro negro, eclipse de um sol de mais puro quilate, encoberto por uma camada fina de óxido de ferro.

A Capitania Paulista, incluindo o Distrito das Minas, criada em 1709, era governada a partir de Ouro Preto, em meio a acampamentos pioneiros marcados pelo confronto entre ensandecidos garimpeiros chegados de todas as partes do Brasil e de Portugal. Instalado em seu palácio, na Encosta da Encardideira, Albuquerque reuniu toda aquela gente, deu posse à Câmara eleita pelos “homens bons” e mandou erigir o pelourinho, marco maior da municipalidade.

Vila Rica foi Capital de Minas Gerais de 1720 a 1897, quando a sede do governo se transferiu para Belo Horizonte. Terra natal de Antônio Francisco Lisboa, o Aleijadinho (1738-1814), patrono da Arte no Brasil, foi palco da Conjuração Mineira de 1789, liderada pelo inconfidente Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes (1746-1792), patrono cívico da Nação. Tornou-se monumento nacional em 1933 e foi tombada pelo IPHAN, em 1938, sendo inscrita pela Unesco no patrimônio cultural da humanidade, em 1980.

As marcas da arte barroca particularizam seu acervo entre os mais autênticos e homogêneos do período colonial nas Américas, enriquecido pela beleza do sítio natural que o acolhe. A cidade não é feita só de histórias douradas. Também nela a natureza foi bem generosa. O ouro, neste aspecto, tem apenas o papel de recheio numa paisagem que revela muito mais riquezas. Belos vales, esplendorosos mirantes e infinitas nascentes.

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