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8 de março não é apenas para se comemorar

Publicado em 08 de março de 2010 às 0h10
Atualizado em 07 de março de 2010 às 21h48

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*Do Blog do Sérgio

Estamos chegando a mais um 8 de Março, Dia Internacional das Mulheres. É bem provável que muitas empresas façam milionárias campanhas com frases de efeito ou distribuição de rosas às suas funcionárias e clientes. Mas este dia não é apenas de homenagens e iniciativas demagógicas. Deve ser um dia de luta.

Em 2010, completam-se 100 anos da Conferência Internacional de Mulheres, realizada na Dinamarca, quando foi decidido que o 8 de março seria um dia mundial de homenagem às mulheres. A data foi criada para lembrar as 129 operárias que morreram carbonizadas após uma greve, em Nova York, em 1857, e sua luta por melhores condições de vida.

Desde então, o 8 de março tornou-se um dia para denunciar a opressão e a exploração contra as mulheres, e reivindicar os seus direitos. Não se pode negar que houve alguns avanços no século 20, mas também é impossível negar que o preconceito e o machismo ainda estão vivos e têm de ser combatidos dia-a-dia.

Afinal, são as mulheres que ainda recebem menos que os homens, que estão nos serviços mais precarizados, são alvos dos assédios morais e sexuais no locais de trabalho, sofrem com a violência doméstica e enfrentam a tripla jornada.

As mulheres não precisam somente de rosas. Precisam de creches para seus filhos, do direito a seis meses de licença-maternidade, de respeito no local de trabalho, de salário igual para trabalho igual, do fim do machismo e da violência, em todos os seus níveis.

O dia 8 de março nos lembra também que esse combate só pode ser feito a partir da sua organização. Juntas, têm o poder de enfrentar todo tipo de opressão e exigir que empregadores e o poder público atendam suas reivindicações.

Em 2008, o governo Lula sancionou a extensão da licença-maternidade de quatro para seis meses. Mas deixou a cargo dos empresários o poder de decidir se este período seria aplicado ou não. E mais: aquelas empresas que aderirem, têm direito a isenção fiscal. Isto representará cerca de R$ 800 milhões por ano a menos nos cofres públicos. Vejo como ideal, a licença-maternidade por tal período como direito adquirido, sem a necessidade de benefício fiscal a quem o respeite.

É hora de fazer do dia 8 de março uma data sem demagogias, de denúncia e de exigir a ampliação de seus direitos. Para isso esta data foi criada.

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* Gostei tanto deste texto que não pensei duas vezes. Copiei e, claro, como poucos fazem, dei o devido crédito ao autor.

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2 comentários

  1. Genival Ferreira de Miranda disse:

    Parabéns Leonardo, pela a escolha do texto, que é muito informativo e explicativo. Realmente é necessário uma boa divulgação do significado desse dia, afinal não se pode deixar que esta data também seja utilizada para fins meramente comerciais, perdendo-se o significado original.

    Homenagem;

    Mulher…
    Que traz beleza e luz aos dias mais difíceis
    Que divide sua alma em duas
    Para carregar tamanha sensibilidade e força
    Que ganha o mundo com sua coragem
    Que traz paixão no seu olhar
    Mulher,
    Que luta pelos seus ideais,
    Que dá a vida pela sua família
    Mulher,
    Que ama incondicionalmente
    Que se arruma, se perfuma
    Que vence o cansaço
    Mulher,
    Que chora e ri
    Mulher que sonha…
    Tantas mulheres, belezas únicas, vivas,
    Cheias de mistérios e encanto!
    Mulheres que deveriam ser lembradas,
    amadas, admiradas todos os dias…

    Para você, Mulher tão especial…
    Feliz Dia Internacional da Mulher!

    Grande abraço a todas!

  2. Luiz Augusto da Silva disse:

    Parabéns, meu amigo, Leonardo! Seu blog cada vez mais abrangente vai além da informação tradicional. Traz, também cultura.

    À você, amigo professor, Genival Miranda! Gosto muito do seu comentário. O poema é de sua autoria? Sendo ou não, chega a amplidão pelo belo conteúdo. Felicidades!

    Abaços à vocês,

    Luiz Augusto da Silva – poeta

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